quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Meu Big Brother



Eu nasci no finalzinho de 1974 e ganhei de presente um boneco lindo, gordo, loiro e de sorriso maroto no ano de 1977.
Meu irmão Ciro.
Ele veio feliz.
Feliz até demais.
Coisas de um parto cesariano.
Alegre, carinhoso, brincalhão....
Um jeitinho que me deixou sem chão.
Perdi o chão, porque perdi meu trono.
Ele veio pra me trazer paz, inocência e alegria pra família.
Mais pra minha mãe, do que pra meu pai, que esperava um menino sisudo, danado e que violasse algumas regrinhas da papinha.
Mas de nada adiantou.
Ele, com seu sorriso aberto e suas covinhas na bochecha conquistou a todos que conviviam com a gente.
Ele foi, e continua sendo meu melhor amigo.
Crescemos entre tapas e beijos.
As vezes mais tapas do que beijos....
Aprontamos as maiores loucuras que a infância permite.
Brigávamos, chorávamos, nos ofendíamos, mas não xingávamos....claro, xingamento tinha gosto de sabão.
Crescemos.
Ele do jeito dele.
Eu do meu peculiar e diferente jeitinho Sylvia de ser.
Mas amor?
Ah! Isso nunca faltou.
Hoje ele é um homem.
Um homem feito.
Responsável.
Doce.
Amigo.
Onde ele chega, a alegria vem junto.
O que ele faz, a competência acompanha.
Ele me ajuda na impotência daquilo que não tenho condições de resolver,
Além de tudo, ele é lindo.
Instruído.
Bem relacionado
Antenado.
Ajuda a família e assim me ajuda na incompetência que tenho de não conseguir enxergar a longo prazo.
Meu irmão é meu ídolo.
Daqui a alguns dias, vai se tornar um pai de família.
E diga-se de passagem, um paizão de uma linda família.
Viva!
Maluzinha tá vindo.
Irmão, te amo!!!
Seja feliz porque você feliz, sua felicidade nos completa.
Pra sempre
Syca

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Caso, logo existo...


Escrever sobre traição, casamento, relacionamento não é fácil.
Tenho uma idéia particular sobre estes assuntos.
Nada contra nada, ok?
Apenas acredito na individualidade para uma relação dar certo.
Não sou muito ligada a fidelidade, sou mais ligada a lealdade.
Aos 25 queria casar, de branco.
Ser a estrela da noite.
O show seria pra mim.
Mais pra mim do que pro noivo.
Flashes, flashes e flashes.
Morar num apartamento legal.
Engravidar.
Ter filhos
Construir uma vida juntos.
Tudo junto.
Agarradinhos.
Aos 30 anos...
Casamento menos tradicional.
Um dia na semana para ele sair com amigos.
Bisbilhotar carteira, ver comprovantes de cartão de crédito.
Mexer na memória do celular.
Brigas homéricas.
Contar tudo pras amigas.
Gravidez sem pressa.
E um banheiro para cada um.
Mas aos 40, sei lá.
Fui abduzida por seres, ou ouvi muito Cássia Eller, Cazuza, Nando Reis...
Amores massacrados.
Amores reais.
Eu participando do mundo dele.
Ele participando do meu.
O passado dele me interessará menos do que o futuro.
Imagino dois quartos.
Um pra mim, outro pra ele.
Ele me chamará pra dormir com ele.
E eu, pra que ele venha dormir comigo.
Casamento?
Talvez votos com um juiz de paz.
Votos de respeito renováveis a cada ano.
Por livre e expontânea vontade.
Alguns amigos.
Muito champagne ou muita caipirinha.
E tá bom demais.
Traição?
Sei não.
Importa que ele me olhe nos olhos e eu me sinta convencida da verdade.
Lealdade.
Enquanto ele vai curtitr o hobby dele, vamos nos falando ao telefone.
Tomaremos bons porres juntos.
Viajaremos o mundo.
Discutiremos muito.
E o mais importante de tudo,
Faremos um do outro, seres humanos melhores.
E vc, o que espera de uma relação?

Para este texto indico o filme: "SEPARADOS PELO CASAMENTO"
Beijo grande e até...
Sylvia

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Meu ar-condicionado está exausto....


Tá frio?
Não!
Tá calor?
Sim.
Adianta beber água mineral do Carlinhos Brown?
Nã, nã, ni, nã, não.
Se fosse mineral via soro, quem sabe....
Mas como dependemos de ventos forçados, tudo está muito complicado.
Tenho no quarto um ar-condicionado.
Funciona?
Sim.
Funciona?
Não.
Primeiro, eu pensei que suava alem da conta.
Mas, não.
Sou normalzinha.
Aí entendi que meu amado é muito emotivo.
Ele chora
Pinga.
No meu nariz.
Na minha testa.
Na minha cabeça.
O calor sem vergonha lá fora faz a festa e meu amado só pensa em.... pinga-pinga.
Ar-condicionado cachaceiro.
E no que deu?
Gripei.
Tive febre.
Chorei.
E....nada.
Vai pro conserto.
O conserto só tem horário disponível pra março.
Saiu da garantia.
A garantia que eu nunca tive que dormiria no geladinho de um quarto escuro.
Agora, enquanto isso viro, me desviro, reclamo e reclamo mais.
A culpa é de quem?
Ahhhaaaaa
A culpa é do cano que desencanado desgrudou do cano mãe em que devia estar colado.
Cano colado no cano mãe.
Olha...
E agora, como fica?
Fica igual.
Calor a 50 graus.
E eu, vou dormir no pé da cama.
Que incomoda, mas não me acorda.
Assim é aqui.
Assim é o verão.
Ala laô, ô, ô, ô, ô.
Enche logo esses reservatórios, São Pedro.

Muitos beijos, porém não tão calorosos
Syl

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Seu dia tem gosto de quê?


Para mim, os dias têm gosto de fruta.
Domingo o gosto é de coco.
Água de coco, leite coco, coco ralado...
O coco repõe as energias de um sábado que foi dia de laranja.
De dia, um suco pra refrescar, a noite misturada numa dose de vodka pra acompanhar.
Sexta-feira começa com gosto de melancia e finaliza com kiwi no happy hour com a turma.
Uma caipvodka de kiwi tem sim, a cara de uma promissora sexta-feira.
Já quinta-feira o gosto é de mamão.
Mamão papaia pela manhã e com creme de cassis na sobremesa da noite.
Bom pra pele, pro corpo...
Já as quartas-feiras....
Bom, quarta-feira é um dia que não disse muito pra que veio.
Gostinho de melão.
As vezes doce, as vezes, não.
Passa despercebido e muitas vezes precisa de um adoçante pra fazer valer a fruta e do dia.
Terça... Putz!
A fruta de terça é a uva.
Terça é quando a gente está na fé de que vai conseguir chegar vitorioso ao final-de semana.
Um cacho de uvas significa isso, paciência.
Comer uma por uma, tirar o caroço.
Umas azedas, outras, dulcíssimas.
Agora o mais fatídico e misterioso dos dias é a segunda-feira
Segunda-feira deveria ser o dia mundial da banana.
Banana tem vitamina, engorda e faz crescer.
Um cacho de bananas pro tanto de energia que a semana vai precisar.
A vida tem que ter gosto de fruta, de preferência uma salada de fruta.
Fico por aqui.
Um beijo
Syl

quinta-feira, 29 de maio de 2014

O peso da minha mala


Não tenho certeza de quase nada nessa vida.
Aliás, quanto mais o tempo passa e eu passo com o tempo, me convenço de que uma vida é pouco pra entender, conhecer e viver o que se deseja.
Mas, uma coisa é fato, viajar me transforma.
Viajar me engrandece.
Viajar me faz entender que a metade do que eu pensava saber, não estava tão certo, nem tão errado.
Viajar me coloca `a disposição...
`A disposição de tudo.
De tudo que vier pela frente.
Porque sou daquelas que não compra tickets para passeios ou shows antes de chegar no lugar.
Compro apenas passagem e estadia, no mais, é o que vier pela frente.
E a coisa mais engraçada que acho de todo esse processo é a maneira como arrumo minha mala.
Nela vai tudo que está acabando e precisando ir embora.
O restinho de shampoo, pasta de dente, cremes, perfumes.
Roupas que já estão precisando ser doadas, vão na mala.
Vai o casaco poído.
Vão as meias mais antigas.
As calças surradas e camisetas gastas.
Porque não vou pra me mostrar, vou pra me transformar.
Algumas coisas deixo pelo caminho.
Enquanto outras coisas chegam pra ocupar o lugar
E amo isso.... muito
Com carinho
Syl

*Dica de filme para este texto "Pão e Tulipas"


quarta-feira, 19 de março de 2014

Por que eles reaparecem?


Existe coisa pior do que encontrar um ex-namorado?
Existe.
Revê-lo nas vésperas de um feriado, quando suas unhas imploram por uma manicure, seus cabelos por uma escova e sua pele por um sol.
Assim Júlia reencontrou Luiz Henrique.
Namoraram por três anos.
Mas com data marcada para o casamento, Luiz se apaixonou por outra.
E justamente, no dia em que o chefe fizera Júlia desmarcar seu salão, aconteceu o reencontro.
Imaginava tudo de outra forma.
O cenário, a companhia, o figurino e os ponteiros da balança acusando 5 quilos a menos.
Luiz foi encontrá-la plantada igual a "um dois de paus" numa estação do metrô.
Júlia? — disse ao passar por ela.
—Luiz Henrique?
—Indo trabalhar? - questionou o ex.
—Sim - respondeu ainda muito desconcertada.
Ele, mais charmoso do que nunca.
Casou?
—Casei — mentiu, Júlia.
—Separei  disse a verdade Luiz.
—Ah, foi? —mexia loucamente no cabelo.
—Você está bem?
—Ótima.

E quanto mais ela disfarçava, mais inquieta parecia estar. 
—Preciso ir - disse Luiz olhando para o relógio - Bom te rever.
—Bom te rever também — respondeu ela com um largo sorriso no rosto.
Ele então, se aproximou. 
Olhou fixamente pra boca da ex-namorada.
Júlia perdeu o ar.
Ele foi chegando, chegando. 
O calor interno no corpo de Júlia aumentando vertiginosamente.
E quando estava certa de que o reencontro seria finalizado com um beijo gostoso de cinema, eis que Luiz diz:
—Seus dentes.
—Sim?
—Tem um coentro grudado, bem no meio.
E foi ali, naquele momento, que Júlia lançou a pergunta que nunca vai se calar: 
Ex-namorados, por que reaparecem? 

Dica de filme: "O CASAMENTO DE MURIEL"

Até
Sylvia

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Gosto de gente!




O meu grande problema e a minha grande solução é que eu gosto de gente.
Gosto do que é humano.
Do que é normal.
Não gosto da pessoa formada, moldada.
Feita `a própria semelhança daquilo que só interessa aos olhos do bolso.
Disso não gosto.
Gosto do deslize.
Do que é improvisado.
Fora do contexto.
Não me interesso por nada que segue roteiro.
Nada que é previsível.
Constante.
Interessante, pra mim, é quem quebra regras.
Consciente ou inconscientemente.
Quem ama a vida, mas não fica na zona de conforto.
Rompe barreiras.
Inova contatos.
Improvisa.
Bom é parar para conversar com garçons.
Faxineiras.
Motoristas e porteiros.
Gente que é gente.
Que observa a vida.
Bate no ombro.
Que dá "aquele" abraço num aperto camarada.
Porque quem pensa que tem mais educação, come de boca aberta pela pressa em não dividir.
Mas, quase sempre queima a língua.
E quebra mais copos.
Gente que é gente, tem delicadeza.
Respeito.
Tem humildade.
Recolhe-se
Fala manso.
Gente que é gente, aceita.
Não julga.
Ajuda.
Ri muito.
Está pronto pra ouvir.
Mais do que isso, escutar.
Oferecer um café.
Gente que recebe gente, não cobra.
Não se importa, se sobra.
E se sobra, repassa.
Compartilha.
Entende.
Não culpa.
Acolhe.
Dá beijos.
Defintivamente, eu gosto de gente.
Beijos
Syl