segunda-feira, 18 de julho de 2011

A estrela que me guia!!!



A minha pré-adolescência, não foi fácil, confesso.
Passei por uma grande perda aos nove anos quando meu pai partiu e deixou nossa família em miúdos de saudades.
Difícil também foi minha ligação com a religião.
Ser judia, para mim, era motivo de muitas dúvidas.
Pois essas dúvidas geravam muitas perguntas.
E essas perguntas eu não sabia responder.
A fonte onde eu bebia informações sobre minha religião eram as histórias contadas por minha avó que, por sua vez, fugida da Polônia na grande guerra, não se casou com um judeu ao chegar na Bahia.
O mesmo caminho seguiu minha mãe.
Ou seja, nasci de ventre judeu, mas não tive uma criação religiosa que seguisse rituais.
Dessa forma, vivia numa corda bamba ecumênica.
Cresci.
Mudei de Estado.
Anos depois, de país.
E foi justamente aqui em NY que, sentindo falta do meu lado espiritual e religioso, decidi ir atrás dos meus patrícios.
O destino já havia encaminhado alguns sinais.
E, aos poucos, eu tentava desvendá-los.
A minha primeira e grande amiga, judia. 
O médico que me ajudou numa difícil situação de saúde, judeu.
A pessoa que me alugou um bom lugar para morar, judia.
E pra finalizar, eis que surge em minha vida uma pessoa muito, muito especial que decidiu me instigar a resgatar contato com minha religião.
Não estou aqui querendo, de forma alguma, mostrar que essas pessoas são melhores do que outras.
Nada disso.
Mas elas apareceram em momentos muito representativos para mim.
Através delas enxerguei um passado que me pertencia.
E, foi numa conversa, que fiquei sabendo sobre um grupo formado por jovens onde todos os sábados "Shabbats" se reuniam para rezar, relembrar suas origens e agradecer pelo que são e pelo que tem.
O grupo chama-se MJE.
Manhattan Jewish Experience.
Fundado pelo rabino Mark N. Wildes em 1998 é uma referência para jovens, que assim como eu, possuem pouca ou nenhuma experiência com o judaísmo.
Jovens interessados em aprender.
Conhecer uns aos outros, à sua comunidade, e a história do seu povo.
Hoje, olhando pra trás, vejo minha avó contando com certa nostalgia, sobre sua vinda da Polônia com a família pequena. 
Seus pais, um irmão e uma irmã.
Tanto sofrimento e um recomeço que ela soube fazer tão lindamente.
Agora sei que não estou mais sozinha em NY.
Nem em qualquer lugar do mundo.
Hoje minha identidade está mais completa e com alicerces mais firmes.
Carrego com orgulho a minha estrela no coração.
E divido com vocês, a alegria de estar aprendendo mais sobre a minha história e da minha família.
Pra finalizar, deixo dois recados:
1-Obrigada a pessoa que, com doçura me apresentou aos meus novos amigos.
2- Mãe, acho que você vai ter que esperar mais um pouquinho pra me receber no Brasil.
Pois antes, vou até lá...
Lá em Israel agradecer por tudo.
Que a estrela de David brilhe no coração de cada um de vocês.
Com todo meu amor
Syl



domingo, 17 de julho de 2011

A busca...


O que me encanta em NY não é o fato dessa ser a cidade onde as culturas se encontram e convivem pacificamente entre si.
Mas o fato dela escancarar as portas incitando você a assumir quem você realmente é.
Aceitar.
Enquanto os dias passam, os meses se alternam e o ano insiste em acelerar o passo, é fácil perceber as mudanças que ocorrem por aqui.
Por isso talvez, as estações sejam tão determinantes e tão respeitadas por estes lados. 
No meu caso...passei pela dor da borboleta, sabem?
Aqui, depois de duras penas, passei a aceitar e compreender que os meus defeitos, me engrandecem tanto quanto minhas qualidades.
Não preciso me esconder deles, nem escondê-los de ninguém.
Tenho que, assim como aos mais velhos, respeitá-los.
Seguindo o ditado conhecido: Já que não posso derrotar meus inimigos, me alio a eles.
Não que eu ache que minha impaciência, meu senso de urgência, minha dramática personalidade ou minha pouca tolerância, seja algo que deva me inflar de orgulho.
Muito pelo contrário, fico preocupada em parecer prepotente, sometimes.
Mas, sei que, ao mesmo tempo, eles são o tempero da minha personalidade.
Pois, na tentativa de me tornar alguém melhor, meus defeitos ajudam com que eu me enxergue verdadeiramente.
Hoje eu me respeito.
Juro.
Não forço a barra com o que não funciona comigo.
E mais, me presenteio quando concluo minhas tarefas onde sei que rompi barreiras, ultrapassei limites dosando minhas qualidades com defeitos.
Seja com um big Icee Coffee, uma sessão de cinema, ou um capítulo inteiro de Insensato Coração.
Quantas vezes não me pego pensando: - Isso, Syl. Vamos lá. Boa menina, boa, menina.
Sou minha mãe, minha vó, meu irmão, minha melhor e minha pior amiga aqui.
Outro dia me dei bronca no espelho.
Calma.
Em NY isso é aceitável.
Mas precisei dizer: Não deixe a bola parar por bobagem, Nada de manha, hein!
Isso, não.
É minha gente, tem 2 coisas que doem e custam caro:
CRESCER e CONHECER.
Quando a gente cresce, assume responsabilidades.
E quando a gente conhece, não existe a desculpa da ignorância.
Por isso, se busquem.
Seja numa fazenda, dentro de casa, numa nova faculdade ou na religião.
O auto-conhecimento é um dos processos mais delicados e dolorosos que existe.
Mas vale a pena.
E NY, chama a gente pra isso.
E agora, que me conheço melhor e banco meus defeitos, deixe-me correr em busca da minha liberdade.
Pois, como diz, Fabrício Carpinejar, escritor, poeta que tanto gosto e admiro:
"Liberdade na vida, pra mim, é ter um amor para se prender."
Mil beijinhos
Syl 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Momento sem gastar dinheiro, momento delícia!!!!

Sem querer gastar dinheiro.
Sem grandes planos para a night.
O melhor programa é não planejar nada.
Sentar e apreciar:


Deliciem-se!!!
Beijos
Syl

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diquinhas 1

                                               Passeio até Roosevelt Island (olha o bondinho)
Apesar de nunca ter parado para fazer uma lista do que recomendo em NY, decidi dividir um pouquinho o que já fiz e gostei neste início de verão Nova Iorquino:
  • Passeio de ferryboat pela Estátua da Liberdade (Nome da embarcação: Staten Island Ferry. )
Prós
É de graça. 
Interessante
Basta pegar o metrô e saltar na estação Battery Park.


Contras
Não para na ilha para que vejamos de pertinho a Estátua.
É preciso estar disposto a encarar um gande número de pessoas.
Não existe nenhum tipo de profissional que lhe forneça maiores informações durante o passeio sobre a história da Estátua.

  • Picnic nas praças públicas (Indico Central Park e Madison Park)
Prós
É gratuito.
Divertido e saudável
Seguro
No verão o clima agradece.


Contras
Proibido exibir bebida alcólica
Você precisa levar todos os utensílios e material, desta forma, o lixo também é da sua responsabilidade.

  • Bondinho até Roosevelt Island (59th Street e 2nd Avenue )
Prós
Você paga com o ticket do metrô (2 passes. Ida e volta).
Passeio agradável vendo a parte East e o East River bem do alto
Bondinhos de meia em meia hora indo e vindo.
Ao chegar, a vista que de Manhattan é belíssima. 
Registro perfeito para fotos.


Contras
Não há o que fazer em Roosevelt Island
O passeio é rapidinho.

  • Assistir ao pôr do sol no Frying Pan (Pier 66. At 26th St. and the West Side )
Pós
Lugar descontraído
Cervejinha gelada.
Tudo dentro de uma embarcação para você degustar uma comidinha simples e leve .
Vale a pena ir acompanhado de amigos comprar um baldinho com cervejas e fofocar muito
É de graça.


Contras
Comida e bebida com precinho razoável.
Como a embarcação fica no rio, o balanço pode enjoar.
Nos finais de semana do verão, é preciso garantir uma mesa cedo
Mosquitinhos atacam quando começa a escurecer.
Para pegar o metrô de volta é preciso uma bela caminhada.


  • Cinemas (também conhecidos como Theaters)
Prós:
Os filmes são sempre lançamento
A pipoca é gigantesca
Existe cartão fidelidade que lhe dá descontos e regalias na hora da compra do ingresso.
Sem legenda, você pratica o inglês.


Contras
O cartão fidelidade é pago (12,00 dólares)
A pipoca e o refrigerante são caros.
No inverno tem bedbugs (percevejos. Vc corre o risco de, sem querer, levar unzinho pra casa e este se multiplicar que nem cupim.)


Fico por aqui, mas volto com mais dicas em breve, ok?
Beijinhos 
Syl





domingo, 3 de julho de 2011

Não percam a oportunidade de sentir essa paz, nunca..

A novidade da semana fica por conta do maravilhoso passeio que fiz pela área do MADISON SQUARE PARK.
Na minha opinião uma das praças mais gostosas de Ny.
Só perdendo para a deliciosa área do Central Park.
Lá encontrei restaurantes fantásticos, ressaltando, é claro, o EATALY.
Quem vier a Big Apple, não deixe de visitar este supermercado, restaurante, feira, tudo que você imaginar, genuinamente italiano.
Mas, voltando a praça:
O que quero comentar é sobre o novo monumento que a cidade ganhou.
Criado pela mente genial do escultor espanhol, Jaume Plensa, a obra fica localizada na Quinta Avenida.
Enquanto me dirigia ao local, pensei tratar-se de algo contemporâneo.
Formas diferentes.
Muitas cores.
Integrado e parte integrante da natureza local.
Mas, eis que...
Qual não foi o susto que tomei ao me deparar com uma das obras mais lindas que já vi.
Echo, é o nome.
Retrata a face e a delicada expressão de uma menina de nove anos de idade em estado de devaneio.
Oriental.
Olhos fechados.
Lábios perfeitos.
Quanto mais eu tentar escrever, menos conseguirei me expressar.
No momento exato em que a vi, uma paz absurda tomou conta do meu corpo.
Flutuei.
Minha vista embaçou.
Só consegui dizer:
"Meu Deus......"
Ela é clássica.
Expansiva.
Imponente.
Imensa.
Seu rosto, no formato oval, tem cerca de 44 metros de altura e fica exatamente, no centro do gramado.
Feita em mármore branco, ela ainda reflete os edifícios históricos de calcário que cercam o parque.
O semblante de paz da Eco me fez querer colo.
De tanta beleza.
Pureza.
Ternura e paz.
Imperdível.
Se vier Big Apple, guie-se pelo histórico edifício Flatiron, localizado no cruzamento da Quinta Avenida com a Broadway.
Muitos beijos e ahhhh, bons sonhos.Syl







domingo, 26 de junho de 2011

Não dá pra fechar os olhos...


Parte 1
Acordei na madrugada de sexta pra sábado com uma multidão de pessoas passando pela rua onde moro.
Falavam alto.
Riam.
Gargalhavam, pra ser mais exata.
Mas como estava exausta, meu sono foi mais forte e me embalou até a manhã do dia seguinte.

Parte 2
Decidi fazer do meu domingo, um domingo diferente.
Acordei cedo.
Tomei um café reforçado e fui andar.
Descendo a 34street pela 5 avenida, vinha a Gay Pride.
Até então, eu unca tinha presenciado in loco.
A parada gay de NY, este ano, tinha um motivo a mais para comemorar.
A união entre homossexuais foi aprovada na sexta-feira, pelo Senado.
O Estado de NY estava em festa.
Carros coloridos seguiam em fila com figuras impares fazendo suas performances.
Curiosidade?
Grandes empresas patrocinando o evento.
Muitas famílias assistindo e se divertindo com o astral da turma.
Marcante?
Dois senhores idosos, sentados numa mini carruagem seguravam um cartaz:
JUNTOS HÁ 54 ANOS.
Vocês podem imaginar o que esse casal sofreu pra vencer o preconceito durante tantas décadas?
Um pouco mais atrás, participava também da passeata uma garotinha.
No máximo 8 anos de idade.
Ao lado dela 2 rapazes.
Os 3 patinavam juntos enquanto ela, no meio, segurava um cartaz:
SOU FELIZ. TENHO 2 PAIS.
E, assim, recheada de emoção e boas lições a parada Gay, coloriu a cidade de NY por longas horas.
Tinha policiais, médicos, atletas, bombeiros, professores...
Profissionais desfilando no meio da avenida assumindo sua condição homossexual e agradecendo ao Estado pelo reconhecimento do matrimônio entre o mesmo sexo.
Tudo organizado e numa disciplina de dar inveja as grandes manifestações e eventos.
No final, choveu um pouco.
Creio eu que fazia parte do espetáculo.
Estva combinado.
Pois logo depois, um arco-iris no céu, deixou sua marca até todos poderem voltar pra suas casas.
Em paz.
Um beijo grande e ... VIVA A LIBERDADE DE SER QUEM SOMOS.
Syl

*Abaixo uma mostra do que foi o evento para assistir.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A cidade não é o que parece ser.....


De tudo que tenho passado nessa montanha russa de emoções chamada Nova Iorque, o que mais me encanta, e me instiga são as descobertas diárias.
Surpresas que acompanho a cada minuto.
Seja sentada num restaurante comendo um sanduíche.
Ou assistindo minha deliciosa aula de inglês.
Faltam apenas 2 bimestres para que meu curso termine.
Unfortunately!
Logicamente, posso encontrar mais e mais cursos para fazer.
Inúmeros.
Cursos importantes, agregadores.
Mas daqui até lá, ainda tem muita água pra correr embaixo dessa ponte.
Muita.
Tanta que vocês nem podem imaginar.
Mas, voltando ao assunto school, semana passada, a professora nos colocou para assistir ao filme "O TERMINAL".
Assistiram?
Caso não, deveriam.
Principalmente se tiverem a intenção de entender melhor como funcionam as regras neste país.
Se este não for seu interesse, só a interpretação de Tom Hanks já está valendo.
Grandiosa.
E foi pensando nessa narrativa que me dei conta de que, a figura central da trama passou por uma provação que durou, nada menos, que 9 meses.
Para uns, mera coincidência
Sob minha óptica, nenhuma coincidência.
Mesmo que a mensagem tenha sido bastante subliminar, me fez pensar.
Ficou claro, que Viktor Navorsky (personagem principal) precisou do tempo referente a uma gestação para poder compreender e superar suas limitações.
Não digo no sentido físico da história, mas na adaptação, nas mudanças nas quais estava inserido.
E foi então que, conversando com minha teacher, comentei sobre meu ponto de vista.
Ela suave e atentamente respondeu:
-Sylvia, you are completely right. In NY you need nine months, to feel ready to fight for what you want and to know who you really are.
Wow.
Captei a mensagem, digníssima mestre.
Nessa cidade, a gente renasce todos os dias.
Muitas vezes no limbo.
Em outras, no paraíso
Quem sabe, depois do simbólico nono mês eu venha me sentir apta a aplicar o que aprendei com bravura e segurança?
Quem sabe?
A NY que conheço não é a de Frank Sinatra.
É a de Alicia Keys e Jay-z.
Doce e cruel ao mesmo tempo.
Ouçam o clipe que está no final do post.
E assim, vou seguindo e contando os dias para que este nono mês venha na paz.
Seja na alegria ou na dor, a cidade dos sonhos é o que a gente imagina e.... muito mais, ou não.
Sweet dreams.
Muito beijinhos
Syl

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Para as anjinhas de plantão....


Tem uma famosa marca de lingerie e cremes que mulher nenhuma pode ouvir o nome que já começa a se tremer.
Afinal, quem não conhece a VICTORIA'S SECRET?
De secret já não tem mais nada.
A loja vive abarrotada de gente do mundo todo carregando suas famosas bolsinhas listradas cor-de-rosa
Quer encontrar brasileiras pela cidade?
Ou melhor, quer encontrar casais de brasileiros pela cidade?
Vá lá.
-Anda Anderson, segura essa bolsa direito.
-Mas Fernanda...
-Ai de você se deixar meus cremes cairem no chão.
E Anderson, como um santo com cara de menino que roubou bala de cego, continua sua sina seguindo a namorada pra lá e pra cá.
Pagando pecado mesmo.
A loja empolvorosa.
Mulheres e seus cartões de créditos desesperados.
Vendedoras sorridentes, com seus agudos GOOD MORNINGS, calculam pelos cantos as pomposas comissões.
-Anderson, vamos pro segundo andar.
-Comprar mais, Fernanda?
-Mas é lógico. Ainda faltam as calcinhas.
Pra ela, a coisa mais excitante:
Calcinhas em promoção.
Pra ele, a coisa mais brochante:
A mulherada se matando por calcinhas em promoção.
A verdade é a seguinte:
Você entra na loja e já se sente numa feira.
Não apenas pela quantidade de gente andando e mexendo nos cestos onde as mercadorias estão expostas.
Mas também pelo cheiro da STORE.
Pêra, morango, pêssego, uva, cramberries, coco...
O aroma é impressionante.
Se fechar os olhos, jura que pode começar a mastigar.
E assim segue a tumultuada manhã, tarde ou noite de quem só quer se lambuzar de cremes e loções.
Costumo dizer que a gente entra com cheiro de nada e sai, jurando que foi jogada na calda de um bolo.
Mas no final, o que importa é o seguinte.
Viu, provou, gostou?
Compra.
Afinal, a DISNEY WORLD da meninas crescidinhas chama-se:
Victoria's Secret.
Um beijo AMBAR pra vocês
Syl

terça-feira, 14 de junho de 2011

A avenida do pecado ...com vídeo!!!


0i amores:
Hoje eu acordei com vontade de escrever.
A cidade está linda.
O dia está lindo.
Apesar dos meteorologistas nos deixarem sempre alertas quanto `as mudanças climáticas repentinas, Nova York está especialmente deliciosa para passear.
Ontem a Brooklyn Bridge estava um cartão postal.
Cenário totalmente familiar.
E hoje estou me preparando para encontrar amigas.
Eita coisa boa.
Queridas friends do Brasil, estão fazendo tour pelos points dos EUA.
E imagina onde marcaram o nosso encontro?
Na 5th Avenue.
Pode?
A rua do pecado.
Onde os cartões de créditos têm vida própria.
Agora me respondam, isso é lugar para amigas carentes e saudosas se reverem em Nova York?
Prada. Tiffany, Armani, Chanel, Diesel, Louis Vuitton, Gucci, Fendi...
Todas as griffes berrando nos nossos ouvidos.
Sensibilidade a flor da pele, qualquer promoção pode ser fatal.
Tranquem as bolsas.
Chave nos bolsos.
Tracem uma reta e nada de parar por mais de 2 minutos.
Digam.
Sinceramente.
É justo marcar encontro num lugar perigoso desses?
Nada de compras.
Ja enviei ordens pro doutor cérebro.
"Tá me escutando? Quem manda em você sou eu.
Ficou claro cabecinha intempestiva?" 
O combinado é apreciar as vitrines.
Somente apreciar.
A-P-R-E-C-I-A-R  e depois, quem sabe, uma comidinha tailandesa para acalmar os ânimos
E voltando ao assunto, Nova York está simplesmente encantadora.
E hoje, meu estado de espírito é: FELIZ.
E pra rimar.
Beijos na ponta do nariz
Syl

sábado, 11 de junho de 2011

Minha declaração de amor.... completamente apaixonada.


É algo inacreditável.
Delicioso.
Quando eu o vejo meu coração dispara de alegria.
Sei lá... inexplicável.
Meio dependência, sabe?
Ele sempre querendo me ver.
Sentir meus dedos tocando-o.
Tudo com muito carinho.
Nada de pressão.
A gente se conhece há alguns meses.
Quando o vi, foi amor a primeira vista.
Viramos parceiros.
Amigos.
Ele aceita as minhas idéias, por mais loucas que pareçam ser.
Está sempre pronto pra começar o que for preciso.
As vezes, tenho que dar um tempo pra ele.
Normal.
Ele também precisa descansar.
Recarregar a bateria, né?
Mas, nossa relação é saudável.
Ele não me julga.
É fiel.
Leal.
Me deixa a vontade para conhecer pessoas.
Me dá aquela força, tarde da noite, quando preciso conversar com amigos.
Gente, ele é real.
Ele existe.
Não demora mais que cinco segundos e lá está ele pronto pra mim.
Guerreiro.
Começa e recomeça quantas vezes eu quiser.
Nossa, confesso, ele me faz feliz!
Muito feliz.
Por isso eu só tenho uma coisa a dizer pra ele:
Te amo......... meu LAPTOP.

Venham me fazer uma visita:
sylorenstein.blogspot.com

sábado, 4 de junho de 2011

Você conhece West Village?


Neste último final de semana, antes de começar o novo trimestre de estudos,  decidi conhecer outra área da ilha de Manhattan.
West Village.
Um lugar conhecido por sua extrema aceitação a raças, credos e costumes distintos.
Ricos, convivem com artistas, gays, pessoas famosas, idosos, turistas...
Nesta parte, as pessoas buscam descobertas.
Novidades.
Pequenos cafés pra lerem seus jornais.
Galerias de arte.
Só em Chelsea, por exemplo, a gente encontra mais de uma centenas de espaços abertos para exposições.
Transpira cultura.
Aqui vemos artistas contemporâneos.
Vanguardistas.
Suas obras expostas pelas ruas.
Lindos pet shopps.
Cemitérios do século retrasado onde foram enterrados judeus que vieram de Portugal e da Espanha.
Restaurantes de todas as etnias.
Senhores nas praças jogando xadrez.
Jovens times de jogadores de baskete com suas "big" turmas vibrando.
Concurso de cães obedientes.
Consultórios de médicos renomados.
Até uma igreja que foi reformada para ser um mini shopping cool, existe.
Coisas lindas encontrei lá.
E, o mais interessante, a estrutura da igreja foi mantida.
Seu pé direito é altíssimo e três andares recheados de pequenas lojinhas.
Um mimo.
Chama-se Limelight.
West Village é uma delícia.
Quer conhecer uma NY que não abriu mão de suas tradições e costumes?
A região é esta.
Tomei café da manhã em um delicioso coffee shop.
Almocei falafel em um restaurante com iguarias típicas do Oriente Médio.
E, jantei comida vietmita das melhores.
Por aqui, nada termina.
Inclusive várias cenas de filmes foram, e continuam sendo, registradas por estes lados.
No seriado, a protagonista do Sex and the City, Carrie, morava aqui.
O edifício é uma coisa fofa.
Pena não ser aberto a visitação.
Outra coisa interessantíssima que vi, foram os imóveis a venda.
Eles são comercializados por inteiro.
Ou seja, famílias compram prédios de 3 andares com vários quartos, por uma grana altíssima.
Assim, mora todo mundo junto.
Lembrei de minha avó.
Este é o grande sonho da vida dela...
Vindo a NY, venha conhecer esta área.
Programação não faltará e você vai se sentir extremamente a vontade nesta região.
Ai, ai, ai.
Fico por aqui sonhando com mais dias como estes.
Muitos beijos
Syl

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O que é LADY GAGA??!!


A primeira vez que ouvi falar "Lady Gaga", achei engraçado.
Não sabia ao certo do que se tratava.
Um personagem bizarro?
Sei lá, talvez mais uma jogada desses programas de humor que esculachado.
Errei.
Pulei então pro quesito música:
Algum cantor cheio de autentididade criado pra competir com essas novas bandas do tipo "Mãe me revoltei, não vou tomar banho e nem cortar o cabelo?"
Longe.
Muito longe de ser isso.
Surpresa fiquei quando vi se tratava de um fenômeno internacional.
Continuei insistindo que a figura devia trabalhar pelo viés da comédia.
Um sitcom, quem sabe.
Algum personagem cuja característica é... ser gaga.
Errei de novo e feio.
"Lady Gaga pode ser teaser de alguma campanha para um novo tipo de telefonia que vem por aí"
Propaganda subliminar.
Será?
Nada vezes nada.
Eis que me surge uma figura sem rosto.
Cabelos fartos.
Coloridos.
Meia rasgada.
Botas altas.
Muito rímel.
Uma MADONNA dos tempos modernos.
E mesmo eu estando em NY, cidade mais atenta e aberta a tudo que é novidade, não entendi o fenômeno.
Foi quando tive que recolher-me a minha insignificância: LADY GAGA lidera a lista das pessoas mais influentes do mundo.
Super formadora de opinião.
Mas que opinião ela forma?
A verdade é que o mundo está mudando mais rápido que a velocidade da luz.
Já não existem apenas 3 tipos de sexualidade:
Homo, hetero e bisexual.
Surgiu um quarto tipo de figura:
Os assexuados.
E sabe o que me instiga?
São os filhos e filhas da minha geração.
Que linguagem eles falam?
Não sei.
Não recebi ainda pelo Iphone.
Mas parando um pouquinho, me respondam:
QUEM É LADY GAGA?
Fico com Nando Reis na voz de Cássia Eller:
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou?!"
Beijos
Syl

sábado, 28 de maio de 2011

O cliente em primeiro lugar?


O que me intriga constantemente em NY é o fato dos comerciantes não lutarem pela presença dos clientes em seus estabelecimentos.
Muitas vezes parecem nem perceber que você está interessado em conhecer o lugar.
Verdade!
Se você não mostrar interesse, problema seu.
Por exemplo, se entro num bar e o ambiente por si só não me agrada, dou meia volta, agradeço e me mando.
No drama.
Ninguém virá atrás de mim oferecendo uma mesa melhor, uma bebida dobrada ou o aperitivo da casa.
Nada.
Garçon camarada como no Brasil?
Só rindo mesmo.
Aqui tem disso, não.
Garçon só anota pedido e pronto.
Não vira amigo de infância como estamos acostumados a ver.
Quem manda são os hostess.
Os poderosos de plantão.
Eles simplesmente agradecem por você ter sido educado o suficiente para achar que aquele lugar não faz seu gênero.
Muitas vezes isso soa maravilhosamente bem.
Não preciso mexer na minha caixinha de desculpas para apresentar um bom motivo que os convença de que não gostei do lugar.
Esteja ele cheio ou vazio.
Mas muitas vezes também soa mal.
Tal como um descaso.
Como se minha presença não fosse necessária e nem desejada ali.
Se não tem uma mesa disponível no lugar onde eu gostaria sentar, não adianta insistir.
As pessoas que estão na mesa que eu gostaria de estar são infinitamente mais importantes pra eles do que eu.
E eles não vão ficar me mimando até o momento do pessoal ir embora.
Essa possibilidade não existe!
É assim que funciona.
Como observadora, marketeira e sagitariana que sou, tudo me instiga, pois muitas vezes pensei nessa atitude como um marketing negativo.
O que na verdade, não é.
Muito pelo contrário.
A lição: Saiba que vai ter sempre quem queira esperar e você NUNCA vai esquecer que aquele lugar vai ficar no gostinho.
Parece loucura, não é?
Mas essa é a lei da oferta e procura na sua mais pura essência.
De uma forma meio estranha, mas é.
Funciona em NY como não funciona em qualquer outro lugar no mundo.
E ao contrário do que possamos pensar, os lugares se mantém firmes e fortes.
Cheios ou vazios, tudo é uma questão de ponto de vista e de estação.
E quando o assunto é clientela e sazonalidade, o americano sabe lidar como ninguém.
No frio, a moda é tomar sopa.
No calor, sorvete.
Beijinhos mil e ..... garçon, mais um chopp, please.
Syl

terça-feira, 24 de maio de 2011

Quer ser dama de honra?


















Grata surpresa tive hoje ao me jogar dentro de uma sala de cinema aqui em Nova York.Queria assistir qualquer filme que não tivesse pessoas voando, castelos gigantes ou efeitos especiais.E o que encontrei pela frente? BRIDES MAIDS.Damas de honra.Pra variar, uma comédia romântica.Várias pitadas de sarcasmo me fizeram gargalhar inúmeras vezes. E olha que eu sou uma dificuldade para render-me as gargalhadas.Filme claro, amarradinho, enredo gostoso e para mulheres.Na minha opinião, trata-se de "SE BEBER NÃO CASE" sob a ótica feminina.Dando uma atenção especial para as amizades duradouras.As casadoiras de plantão vão se identificar com certeza.Mesmo porque o filme nos oferece 6 personagens adoravelmente diferentes.Óbvio que na mais caricata das narrações.Annie e Lillian, melhores amigas desde a infância, são pegas de surpresa quando Lilian é pedida em casamento.Sem pestanejar, ela convida Annie para ser sua dama de honra. Mas o que a grande amiga não esperava, terminou abalando sua auto-estima.Por que?Porque Lillian decidiu estender o convite a mais quatro amigas, num grau mais distante de intimidade, para compartilharem este momento com ela também.Seguem os estereótipos das "figuras" que a acompanharão até o altar:Uma mulher rica e mimada casada com o chefe do futuro marido de LillianUma recém-casada que ama o marido pelo simples fato de ter um esposo pra chamar de SEU. A irmã do noivo totalmente rebelde e fora dos padrões.E uma prima insatisfeita com o casamento e seus três filhos.Enquanto os preparativos para o grande dia vão sendo mostrados, a vida pessoal das protagonistas vai mudando a cada take.Annie cada dia mais perdida, sabota sua felicidade todo o tempo.Dona de uma loja do bolos falida, ela se vê obrigada a assumir um emprego onde a infelicidade estampa seu rosto.Sim.É uma comédia mamão com açúcar.Mas uma das melhores que assisti ultimamente.Talvez algumas referências pessoais tenham feito com que me identificasse com as personagens.Mas ao final, saí do filme feliz.Fígado desopilado.Aconselho.Um bom saco de pipoca e um refrigerante sem culpa, vale a pena.Intime uma amiga, ou várias, e sigam para o cinema mais perto assim que essa comédia estrear.Fico por aqui.Um beijo com gostinho de bem-casado.Syl