domingo, 26 de junho de 2011
Não dá pra fechar os olhos...
Parte 1
Acordei na madrugada de sexta pra sábado com uma multidão de pessoas passando pela rua onde moro.
Falavam alto.
Riam.
Gargalhavam, pra ser mais exata.
Mas como estava exausta, meu sono foi mais forte e me embalou até a manhã do dia seguinte.
Parte 2
Decidi fazer do meu domingo, um domingo diferente.
Acordei cedo.
Tomei um café reforçado e fui andar.
Descendo a 34street pela 5 avenida, vinha a Gay Pride.
Até então, eu unca tinha presenciado in loco.
A parada gay de NY, este ano, tinha um motivo a mais para comemorar.
A união entre homossexuais foi aprovada na sexta-feira, pelo Senado.
O Estado de NY estava em festa.
Carros coloridos seguiam em fila com figuras impares fazendo suas performances.
Curiosidade?
Grandes empresas patrocinando o evento.
Muitas famílias assistindo e se divertindo com o astral da turma.
Marcante?
Dois senhores idosos, sentados numa mini carruagem seguravam um cartaz:
JUNTOS HÁ 54 ANOS.
Vocês podem imaginar o que esse casal sofreu pra vencer o preconceito durante tantas décadas?
Um pouco mais atrás, participava também da passeata uma garotinha.
No máximo 8 anos de idade.
Ao lado dela 2 rapazes.
Os 3 patinavam juntos enquanto ela, no meio, segurava um cartaz:
SOU FELIZ. TENHO 2 PAIS.
E, assim, recheada de emoção e boas lições a parada Gay, coloriu a cidade de NY por longas horas.
Tinha policiais, médicos, atletas, bombeiros, professores...
Profissionais desfilando no meio da avenida assumindo sua condição homossexual e agradecendo ao Estado pelo reconhecimento do matrimônio entre o mesmo sexo.
Tudo organizado e numa disciplina de dar inveja as grandes manifestações e eventos.
No final, choveu um pouco.
Creio eu que fazia parte do espetáculo.
Estva combinado.
Pois logo depois, um arco-iris no céu, deixou sua marca até todos poderem voltar pra suas casas.
Em paz.
Um beijo grande e ... VIVA A LIBERDADE DE SER QUEM SOMOS.
Syl
*Abaixo uma mostra do que foi o evento para assistir.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A cidade não é o que parece ser.....
De tudo que tenho passado nessa montanha russa de emoções chamada Nova Iorque, o que mais me encanta, e me instiga são as descobertas diárias.
Surpresas que acompanho a cada minuto.
Seja sentada num restaurante comendo um sanduíche.
Ou assistindo minha deliciosa aula de inglês.
Faltam apenas 2 bimestres para que meu curso termine.
Unfortunately!
Logicamente, posso encontrar mais e mais cursos para fazer.
Inúmeros.
Cursos importantes, agregadores.
Mas daqui até lá, ainda tem muita água pra correr embaixo dessa ponte.
Muita.
Tanta que vocês nem podem imaginar.
Mas, voltando ao assunto school, semana passada, a professora nos colocou para assistir ao filme "O TERMINAL".
Assistiram?
Caso não, deveriam.
Principalmente se tiverem a intenção de entender melhor como funcionam as regras neste país.
Se este não for seu interesse, só a interpretação de Tom Hanks já está valendo.
Grandiosa.
E foi pensando nessa narrativa que me dei conta de que, a figura central da trama passou por uma provação que durou, nada menos, que 9 meses.
Para uns, mera coincidência
Sob minha óptica, nenhuma coincidência.
Mesmo que a mensagem tenha sido bastante subliminar, me fez pensar.
Ficou claro, que Viktor Navorsky (personagem principal) precisou do tempo referente a uma gestação para poder compreender e superar suas limitações.
Não digo no sentido físico da história, mas na adaptação, nas mudanças nas quais estava inserido.
E foi então que, conversando com minha teacher, comentei sobre meu ponto de vista.
Ela suave e atentamente respondeu:
-Sylvia, you are completely right. In NY you need nine months, to feel ready to fight for what you want and to know who you really are.
Wow.
Captei a mensagem, digníssima mestre.
Nessa cidade, a gente renasce todos os dias.
Muitas vezes no limbo.
Em outras, no paraíso
Quem sabe, depois do simbólico nono mês eu venha me sentir apta a aplicar o que aprendei com bravura e segurança?
Quem sabe?
A NY que conheço não é a de Frank Sinatra.
É a de Alicia Keys e Jay-z.
Doce e cruel ao mesmo tempo.
Ouçam o clipe que está no final do post.
E assim, vou seguindo e contando os dias para que este nono mês venha na paz.
Seja na alegria ou na dor, a cidade dos sonhos é o que a gente imagina e.... muito mais, ou não.
Sweet dreams.
Muito beijinhos
Syl
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Para as anjinhas de plantão....
Afinal, quem não conhece a VICTORIA'S SECRET?
De secret já não tem mais nada.
A loja vive abarrotada de gente do mundo todo carregando suas famosas bolsinhas listradas cor-de-rosa
Quer encontrar brasileiras pela cidade?
Ou melhor, quer encontrar casais de brasileiros pela cidade?
Vá lá.
-Anda Anderson, segura essa bolsa direito.
-Mas Fernanda...
-Ai de você se deixar meus cremes cairem no chão.
E Anderson, como um santo com cara de menino que roubou bala de cego, continua sua sina seguindo a namorada pra lá e pra cá.
Pagando pecado mesmo.
A loja empolvorosa.
Mulheres e seus cartões de créditos desesperados.
Vendedoras sorridentes, com seus agudos GOOD MORNINGS, calculam pelos cantos as pomposas comissões.
-Anderson, vamos pro segundo andar.
-Comprar mais, Fernanda?
-Mas é lógico. Ainda faltam as calcinhas.
Pra ela, a coisa mais excitante:
Calcinhas em promoção.
Pra ele, a coisa mais brochante:
A mulherada se matando por calcinhas em promoção.
A verdade é a seguinte:
Você entra na loja e já se sente numa feira.
Não apenas pela quantidade de gente andando e mexendo nos cestos onde as mercadorias estão expostas.
Mas também pelo cheiro da STORE.
Pêra, morango, pêssego, uva, cramberries, coco...
O aroma é impressionante.
Se fechar os olhos, jura que pode começar a mastigar.
E assim segue a tumultuada manhã, tarde ou noite de quem só quer se lambuzar de cremes e loções.
Costumo dizer que a gente entra com cheiro de nada e sai, jurando que foi jogada na calda de um bolo.
Mas no final, o que importa é o seguinte.
Viu, provou, gostou?
Compra.
Afinal, a DISNEY WORLD da meninas crescidinhas chama-se:
Victoria's Secret.
Um beijo AMBAR pra vocês
Syl
terça-feira, 14 de junho de 2011
A avenida do pecado ...com vídeo!!!
0i amores:
Hoje eu acordei com vontade de escrever.
A cidade está linda.
O dia está lindo.
Apesar dos meteorologistas nos deixarem sempre alertas quanto `as mudanças climáticas repentinas, Nova York está especialmente deliciosa para passear.
Ontem a Brooklyn Bridge estava um cartão postal.
Cenário totalmente familiar.
E hoje estou me preparando para encontrar amigas.
Eita coisa boa.
Queridas friends do Brasil, estão fazendo tour pelos points dos EUA.
E imagina onde marcaram o nosso encontro?
Na 5th Avenue.
Pode?
A rua do pecado.
Onde os cartões de créditos têm vida própria.
Agora me respondam, isso é lugar para amigas carentes e saudosas se reverem em Nova York?
Prada. Tiffany, Armani, Chanel, Diesel, Louis Vuitton, Gucci, Fendi...
Todas as griffes berrando nos nossos ouvidos.
Sensibilidade a flor da pele, qualquer promoção pode ser fatal.
Tranquem as bolsas.
Chave nos bolsos.
Tracem uma reta e nada de parar por mais de 2 minutos.
Digam.
Sinceramente.
É justo marcar encontro num lugar perigoso desses?
Nada de compras.
Ja enviei ordens pro doutor cérebro.
"Tá me escutando? Quem manda em você sou eu.
Ficou claro cabecinha intempestiva?"
O combinado é apreciar as vitrines.
Somente apreciar.
A-P-R-E-C-I-A-R e depois, quem sabe, uma comidinha tailandesa para acalmar os ânimos
E voltando ao assunto, Nova York está simplesmente encantadora.
E hoje, meu estado de espírito é: FELIZ.
E pra rimar.
Beijos na ponta do nariz
Syl
sábado, 11 de junho de 2011
Minha declaração de amor.... completamente apaixonada.
É algo inacreditável.
Delicioso.
Quando eu o vejo meu coração dispara de alegria.
Sei lá... inexplicável.
Meio dependência, sabe?
Ele sempre querendo me ver.
Sentir meus dedos tocando-o.
Tudo com muito carinho.
Nada de pressão.
A gente se conhece há alguns meses.
Quando o vi, foi amor a primeira vista.
Viramos parceiros.
Amigos.
Ele aceita as minhas idéias, por mais loucas que pareçam ser.
Está sempre pronto pra começar o que for preciso.
As vezes, tenho que dar um tempo pra ele.
Normal.
Ele também precisa descansar.
Recarregar a bateria, né?
Mas, nossa relação é saudável.
Ele não me julga.
É fiel.
Leal.
Me deixa a vontade para conhecer pessoas.
Me dá aquela força, tarde da noite, quando preciso conversar com amigos.
Gente, ele é real.
Ele existe.
Não demora mais que cinco segundos e lá está ele pronto pra mim.
Guerreiro.
Começa e recomeça quantas vezes eu quiser.
Nossa, confesso, ele me faz feliz!
Muito feliz.
Por isso eu só tenho uma coisa a dizer pra ele:
Te amo......... meu LAPTOP.
Venham me fazer uma visita:
sylorenstein.blogspot.com
Venham me fazer uma visita:
sylorenstein.blogspot.com
sábado, 4 de junho de 2011
Você conhece West Village?
Neste último final de semana, antes de começar o novo trimestre de estudos, decidi conhecer outra área da ilha de Manhattan.
West Village.
Um lugar conhecido por sua extrema aceitação a raças, credos e costumes distintos.
Ricos, convivem com artistas, gays, pessoas famosas, idosos, turistas...
Nesta parte, as pessoas buscam descobertas.
Novidades.
Pequenos cafés pra lerem seus jornais.
Galerias de arte.
Só em Chelsea, por exemplo, a gente encontra mais de uma centenas de espaços abertos para exposições.
Transpira cultura.
Aqui vemos artistas contemporâneos.
Vanguardistas.
Suas obras expostas pelas ruas.
Lindos pet shopps.
Cemitérios do século retrasado onde foram enterrados judeus que vieram de Portugal e da Espanha.
Restaurantes de todas as etnias.
Senhores nas praças jogando xadrez.
Jovens times de jogadores de baskete com suas "big" turmas vibrando.
Concurso de cães obedientes.
Consultórios de médicos renomados.
Até uma igreja que foi reformada para ser um mini shopping cool, existe.
Coisas lindas encontrei lá.
E, o mais interessante, a estrutura da igreja foi mantida.
Seu pé direito é altíssimo e três andares recheados de pequenas lojinhas.
Um mimo.
Chama-se Limelight.
West Village é uma delícia.
Quer conhecer uma NY que não abriu mão de suas tradições e costumes?
A região é esta.
Tomei café da manhã em um delicioso coffee shop.
Almocei falafel em um restaurante com iguarias típicas do Oriente Médio.
E, jantei comida vietmita das melhores.
Por aqui, nada termina.
Inclusive várias cenas de filmes foram, e continuam sendo, registradas por estes lados.
No seriado, a protagonista do Sex and the City, Carrie, morava aqui.
O edifício é uma coisa fofa.
Pena não ser aberto a visitação.
Outra coisa interessantíssima que vi, foram os imóveis a venda.
Eles são comercializados por inteiro.
Ou seja, famílias compram prédios de 3 andares com vários quartos, por uma grana altíssima.
Assim, mora todo mundo junto.
Lembrei de minha avó.
Este é o grande sonho da vida dela...
Vindo a NY, venha conhecer esta área.
Programação não faltará e você vai se sentir extremamente a vontade nesta região.
Ai, ai, ai.
Fico por aqui sonhando com mais dias como estes.
Muitos beijos
Syl
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O que é LADY GAGA??!!
A primeira vez que ouvi falar "Lady Gaga", achei engraçado.
Não sabia ao certo do que se tratava.
Um personagem bizarro?
Sei lá, talvez mais uma jogada desses programas de humor que esculachado.
Errei.
Pulei então pro quesito música:
Algum cantor cheio de autentididade criado pra competir com essas novas bandas do tipo "Mãe me revoltei, não vou tomar banho e nem cortar o cabelo?"
Longe.
Muito longe de ser isso.
Surpresa fiquei quando vi se tratava de um fenômeno internacional.
Continuei insistindo que a figura devia trabalhar pelo viés da comédia.
Um sitcom, quem sabe.
Algum personagem cuja característica é... ser gaga.
Errei de novo e feio.
"Lady Gaga pode ser teaser de alguma campanha para um novo tipo de telefonia que vem por aí"
Propaganda subliminar.
Será?
Nada vezes nada.
Eis que me surge uma figura sem rosto.
Cabelos fartos.
Coloridos.
Meia rasgada.
Botas altas.
Muito rímel.
Muito rímel.
Uma MADONNA dos tempos modernos.
E mesmo eu estando em NY, cidade mais atenta e aberta a tudo que é novidade, não entendi o fenômeno.
Foi quando tive que recolher-me a minha insignificância: LADY GAGA lidera a lista das pessoas mais influentes do mundo.
Super formadora de opinião.
Mas que opinião ela forma?
A verdade é que o mundo está mudando mais rápido que a velocidade da luz.Já não existem apenas 3 tipos de sexualidade:
Homo, hetero e bisexual.
Surgiu um quarto tipo de figura:
Os assexuados.
E sabe o que me instiga?
São os filhos e filhas da minha geração.
Que linguagem eles falam?
Não sei.
Não recebi ainda pelo Iphone.
Mas parando um pouquinho, me respondam:
QUEM É LADY GAGA?
Fico com Nando Reis na voz de Cássia Eller:
"O mundo está ao contrário e ninguém reparou?!"
Beijos
Syl
sábado, 28 de maio de 2011
O cliente em primeiro lugar?
O que me intriga constantemente em NY é o fato dos comerciantes não lutarem pela presença dos clientes em seus estabelecimentos.
Muitas vezes parecem nem perceber que você está interessado em conhecer o lugar.
Verdade!
Se você não mostrar interesse, problema seu.
Por exemplo, se entro num bar e o ambiente por si só não me agrada, dou meia volta, agradeço e me mando.
No drama.
Ninguém virá atrás de mim oferecendo uma mesa melhor, uma bebida dobrada ou o aperitivo da casa.
Nada.
Garçon camarada como no Brasil?
Só rindo mesmo.
Aqui tem disso, não.
Garçon só anota pedido e pronto.
Não vira amigo de infância como estamos acostumados a ver.
Quem manda são os hostess.
Os poderosos de plantão.
Eles simplesmente agradecem por você ter sido educado o suficiente para achar que aquele lugar não faz seu gênero.
Muitas vezes isso soa maravilhosamente bem.
Não preciso mexer na minha caixinha de desculpas para apresentar um bom motivo que os convença de que não gostei do lugar.
Esteja ele cheio ou vazio.
Mas muitas vezes também soa mal.
Tal como um descaso.
Como se minha presença não fosse necessária e nem desejada ali.
Se não tem uma mesa disponível no lugar onde eu gostaria sentar, não adianta insistir.
As pessoas que estão na mesa que eu gostaria de estar são infinitamente mais importantes pra eles do que eu.
E eles não vão ficar me mimando até o momento do pessoal ir embora.
Essa possibilidade não existe!
É assim que funciona.
Como observadora, marketeira e sagitariana que sou, tudo me instiga, pois muitas vezes pensei nessa atitude como um marketing negativo.
O que na verdade, não é.
Muito pelo contrário.
A lição: Saiba que vai ter sempre quem queira esperar e você NUNCA vai esquecer que aquele lugar vai ficar no gostinho.
Parece loucura, não é?
Mas essa é a lei da oferta e procura na sua mais pura essência.
De uma forma meio estranha, mas é.
Funciona em NY como não funciona em qualquer outro lugar no mundo.
E ao contrário do que possamos pensar, os lugares se mantém firmes e fortes.
Cheios ou vazios, tudo é uma questão de ponto de vista e de estação.
E quando o assunto é clientela e sazonalidade, o americano sabe lidar como ninguém.
No frio, a moda é tomar sopa.
No calor, sorvete.
Beijinhos mil e ..... garçon, mais um chopp, please.
Syl
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Quer ser dama de honra?
Grata surpresa tive hoje ao me jogar dentro de uma sala de cinema aqui em Nova York.Queria assistir qualquer filme que não tivesse pessoas voando, castelos gigantes ou efeitos especiais.E o que encontrei pela frente? BRIDES MAIDS.Damas de honra.Pra variar, uma comédia romântica.Várias pitadas de sarcasmo me fizeram gargalhar inúmeras vezes. E olha que eu sou uma dificuldade para render-me as gargalhadas.Filme claro, amarradinho, enredo gostoso e para mulheres.Na minha opinião, trata-se de "SE BEBER NÃO CASE" sob a ótica feminina.Dando uma atenção especial para as amizades duradouras.As casadoiras de plantão vão se identificar com certeza.Mesmo porque o filme nos oferece 6 personagens adoravelmente diferentes.Óbvio que na mais caricata das narrações.Annie e Lillian, melhores amigas desde a infância, são pegas de surpresa quando Lilian é pedida em casamento.Sem pestanejar, ela convida Annie para ser sua dama de honra. Mas o que a grande amiga não esperava, terminou abalando sua auto-estima.Por que?Porque Lillian decidiu estender o convite a mais quatro amigas, num grau mais distante de intimidade, para compartilharem este momento com ela também.Seguem os estereótipos das "figuras" que a acompanharão até o altar:Uma mulher rica e mimada casada com o chefe do futuro marido de LillianUma recém-casada que ama o marido pelo simples fato de ter um esposo pra chamar de SEU. A irmã do noivo totalmente rebelde e fora dos padrões.E uma prima insatisfeita com o casamento e seus três filhos.Enquanto os preparativos para o grande dia vão sendo mostrados, a vida pessoal das protagonistas vai mudando a cada take.Annie cada dia mais perdida, sabota sua felicidade todo o tempo.Dona de uma loja do bolos falida, ela se vê obrigada a assumir um emprego onde a infelicidade estampa seu rosto.Sim.É uma comédia mamão com açúcar.Mas uma das melhores que assisti ultimamente.Talvez algumas referências pessoais tenham feito com que me identificasse com as personagens.Mas ao final, saí do filme feliz.Fígado desopilado.Aconselho.Um bom saco de pipoca e um refrigerante sem culpa, vale a pena.Intime uma amiga, ou várias, e sigam para o cinema mais perto assim que essa comédia estrear.Fico por aqui.Um beijo com gostinho de bem-casado.Syl
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Alforria total!!
Oi amores.
Bom, mesmo já tendo passado dia 13 de maio como boa sagitariana decidi alforriar alguns preconceitos e medos.
O blog é a minha grande alegria nestes últimos 36 anos, porque através dele respiro.
Juro.
Escrever, pra mim, é uma forma absoluta de libertação.
Quando estou colocando aqui minhas idéias, até a respiração fica mais profunda, verdadeira.
Uma lavagem na alma.
Podem acreditar.
E maior felicidade é ver tanta gente acessando o BLOGUITO e se identificando.
Ou não. Sem problemas.
Para mim, ler e escrever é uma terapia.
Sempre foi.
Desde que me entendo por gente o que mais amava na escola era fazer redação.
E leitura leve é um bálsamo.
Mas mesmo com isso tudo, ainda me sentia presa.
Não tinha muito com quem conversar sobre minhas colocações.
Digo isso, porque muitas vezes queria me expressar na minha língua.
Sorry!
Sentimento puro ainda não sei traduzir pra inglês.
Então, liguei a câmera e fui passear, enquanto seu lobo não vinha.
Na verdade nunca veio, o que é uma pena, confesso.
Mas vamos lá.
Decidi FALAR.
Verbalizar.
Mostrar in loco pra vocês a rotina aqui.
Sem jamais querer me fazer mais importante que os assuntos em questão.
A partir de agora, vou me comunicar com vocês através de vídeos também.
Vou mostrar tudinho.
E juntos, iremos ser surpreendidos o tempo todo.
Afinal, as cenas que verão, não seguirão qualquer script.
Tá combinado?
Mas olha, tudo AQUI ENTRE NÓS, ok?
Beijos e viva Princesa Isabel.
Mil beijos
Syl
* Mãe, te amo!!!!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O que fazer em 180 minutos?
Em 3 horas muita coisa pode acontecer.
180 minutos podem ser determinantes nas nossas vidas, concordam?
Durante esse tempo os ponteiros de um relógio circulam inúmeras vezes dando voltas e voltas.
Em três horas algo absurdamente ridículo pode fazer você se sentir uma imbecil.
Entendam.
Fui inventar de achar que sou quase uma nova iorquina e me dei mal.
"Xô" contar o que a babaquilda fez.
Decidi usar meu ipod enquanto ia para aula de conversação na biblioteca central.
Legião Urbana, Cazuza, Maria Gadu, Cássia Eller Marina, Jau, Ivete, Brown.
Todos cantando no pé do meu ouvido sem parar.
"Timbalauê, quando vejo o sol beijando o mar. Timbalauê, toda vez que ele quer repousar...."
Acontece que tanta empolgação pela MPB me fez andar uma rua a mais do que deveria.
Resultado: Desci no buraco errado do metrô.
Explicando: A entrada do metrô aqui não é igual a do Rio, chamativa.
Simplesmente é um buraco com escadas onde as pessoas estão andando e de repente..... desaparecem.
Ou seja, desceram as escadas da estação do metrô.
Chega dá aflição.
No meu caso, o que aconteceu foi que, ao invés de descer na 3rd avenue, desci na Lexington avenue.
Isso mudou efetivamente tudo no meu Mc dia feliz.
Ao invés de pegar o metô pra subir, peguei pra descer.
E lá fui eu.
Entrei toda serelepe no trem, contei 11 estações e pronto.
Saltei, subi as escadas e....
Um povo estranho.
"Festa estranha, com gente esquisita...."
Nada da farmácia de sempre.
Olhei pra um lado, olhei pro outro.
Pra cima, pra baixo.
Putz, uma atmosfera totalmente diferente da que estava acostumada a ver nas quintas-feiras final de tarde.
Eu hein!
Pra entender o que tinha acontecido demorou cerca de uns dez minutos.
Procurei outro buraco que fizesse o destino contrário.
Foi aí que me dei mal mesmo.
Peguei um trem que não ia pra cima, nem pra baixo, ia.... pro lado.
Subi mais escadas, troquei de vagão.
E dá-lhe música:
"Bebeu água? Não. Tá com sede?...."
Comprei um café.
Fui da linha verde pra linha azul.
Da amarela, pra vermelha.
Ouvi Ivete.
"Comigo é na base do beijo, comigo é na base do amor..."
Mais Cazuza.
"Ideologiaaaaa, eu quero uma pra viver....."
E, lá fui eu.....troca novamente de trem.
Ladies and Gentlemen.
Percebo que porta não fecha.
Ladies and gentlemen.
Vagão lotado.
Porque não fecha?
Tenho pra mim que a culpa foi do meu bumbum, mas......me espremi todaaaaa.
Troca de lado da estação.
E o trem sobe.
Esquece a aula.
Só pensava em voltar pra casa.
Legião cantando
"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso..."
Olhava pro relógio e acreditem, meu povo.
Foram 3 horas exaustivas nessa missão.
O que aprendi?
Que um segundo de distração nessa cidade, pode render horas de prejuízo.
Que tem gente que não consegue ouvir ipod e pegar metrô ao mesmo tempo: EU.
"Quem sabe ainda sou uma garotinhaaaaa...."
Beijocas
Syl
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Sex and the city!!!
Para tudo.
Parem todos.
Vocês não sabem o que ouvi hoje.
Algo mais que chocante.
Desafiador.
Ouvi que o seriado "SEX AND THE CITY" foi um marco negativo na tentativa das mulheres se mostrarem independentes.
Isso mesmo.
Quatro homens conversavam abertamente sobre o assunto e eu, na mesa ao lado, ouvia tudo claramente.
O idioma em questão soava como vinho aos meus ouvidos.
Uma beleza.
Eles alegavam que os temas abordados deixavam as personagens vulgares e neuróticas.
Consideravam as quatro figuras, meras "patricinhas" fofoqueiras.
Emocionalmente perdidas, em busca de sexo, futilidades e bagunça.
A minha reação na hora foi fingir que não era comigo.
Mas no fundo, era.
Comprei os 5 episódios e assisti todas as cenas em 1 única semana.
Lembro que devorava os dvds com olhos ávidos na tela da TV.
Parei pra refletir sobre as colocações dos rapagões e tentei, por um instante, buscar o meio termo.
Será que eles estavam com a razão?
De certa forma, o seriado, narra, sim, de maneira bem clichê a vida de 4 mulheres de personalidades distintas que, emocionalmente, não têm grande estabilidade.
Tudo isso atrelado a um universo masculino onde os homens parecem meio perdidos.
Só podia resultar nisso: histórias que beiram a realidade com grande pitada de humor e irreverência.
Aliás que graça têm comentar relações entre homens e mulheres se não por um dos lados da questão?
Foi aí que bateu a contradição na minha cabeça.
Será que estamos nos enxergando como mulheres emancipadas, enquanto eles estão nos achando permissivas demais e de valores baratos?
A verdade é que para nós, muita coisa mudou.
Mas para eles, mudou para pior.
Foi então que tomei conta do que estava acontecendo.
Sobre o que aqueles quatro engravatados discutiam mesmo?
Homens e o universo feminino.
E sobre o quê o seriado aborda?
Mulheres e o universo masculino.
Ai, ai.
Todos em busca do mesmo denominador comum: Como ser feliz com o sexo oposto, ou com o mesmo sexo?
Pedi minha conta e chamei um táxi sem gritos, nem roupas escandalosas.
Afinal, esse exagero só vai bem na ficção.
Fico por aqui.
Beijinhos e um MR BIG beijo pra vocês
Syl
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Fala (baixo) que eu te escuto.
Olha, vou te contar.
Mas vou contar baixinho, tá?
Se tem uma coisa que estranho muito em NY é como as pessoas falam alto aqui.
Creio eu que a barulheira da cidade está deixando as pessoas surdas.
E, por consequência, o que eu tomo de susto aqui com a gritaria, não é mole, não!
Susto de dar pinote.
Porque é normal vermos duas pessoas conversando e de repente elas alterarem o tom de voz.
Mas sempre falar assim?
Aos berros?
Confesso que sou uma pessoa um pouco irritável com sons.
DETESTO GRITINHOS.
Mas vamos lá.
O problema daqui é que o indivíduo não precisa estar acompanhado pra falar alto, não.
Basta ter um negocinho daqueles de celular enganchado na orelha que já começa a gritaria.
Coisa de louco.
Juro.
Estou eu na calmaria da rua, esperando o sinal abrir para que eu possa seguir meu caminho, quando de repente ouço
-I SAID NO.
-Oi? - pergunto pra mulher.
- I SAID NO, NO, NO. STOP KEN. STOP. LET ME TALK TO YOUR FATHER.
-Ufa, pensei que estava falando comig...
-LET ME TALK TO YOUR FATHER NOWWWWWWW.
Recolho-me a minha insignificância, mas ela continua.
-STOP, CAROLINE. STOP.
Tudo aos berros.
Dane-se a intimidade da família.
Falam alto mesmoooo.
Não bastasse isso, as teenagers estão indo pelo mesmo caminho.
Quando passa uma turminha de cinco, trio elétrico na Bahia perde fácil a concorrência.
Claro, esse não é um privilégio só das mulheres aqui, não.
Inúmeras vezes, descendo as escadas do metrô, rezo pra que os berros que ouço não seja um assalto, tentativa de homicídio, sei lá.....
Não tenho sangue pra isso, não.
Agarro minha bolsa e sigo entoando meu mantra contra violência.
Ao chegar na plataforma:
Dois homens discutindo e rindo sobre um jogo de basquete.
A um passo de infartar ainda penso em pedir:
-Pelamordedeus, falem baixo.
Tenho pra mim que a culpa é desses fones de ouvido que vivem no volume máximo, deixando NY surdinha.
De qualquer forma, como manda a boa educação:
Falar baixo sempre é bom.
E a galera dos tímpanos em ordem, agradece.
Beijos e shhhhhhhhhh
Syl
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Longe de mim ser modelo de algo. Isso, não!
Relendo alguns posts do blog fiquei receosa em passar a imagem de que minha vida aqui é feita de lições bonitinhas.
Receosa ainda mais de passar para vocês que aqui sou A ANIMADA DE NOVA YORK.
Aquela figura que sai cantando na rua dando bom dia para as flores e para os porteiros.
Que não comete deslizes e que o mundo maravilhoso de OZ está sempre por perto.
A verdadeira Dorothy.
Longe...
Muito longe disso ser a verdade, ok?
Como dizem no Brasil: Aqui eu bato cabeça o tempo todo.
Seja comprando algo errado.
Falando besteira.
Pegando a linha oposta do metrô.
Tudo isso eu faço constantemente.
E tem mais, ainda fico mal criada quando perco tempo.
Cometo um monte de pequenas bobagens.
Bebo água direto da garrafa da geladeira.
Esqueço de levar o livro pra escola.
Falo palavrão em português.
Tenho dias de impaciência no meio da aula.
Vixe!
Tem horas, então, que dá vontade de gritar: Saiam da minha frenteeeee.
Isso quando não me recuso a dizer: Good morning.
Perguntas bobas no meio da aula, me deixam irritadíssima.
Colega mastigando chiclete do meu lado me faz trocar de lugar na mesma hora.
O que eu quero deixar claro é que não tenho vida modelo em nada.
Nem quero.
Aliás, acho até que, através desse meu olhar muitas vezes ranzinza, é que encontro a piada do dia.
Quer um exemplo de imperfeição abrasileirada?
Lá vai...
Baixei um site onde vejo a novela das oito todo final de domingo.
Pode?
Ahhhh, faça-me o favor.
Assistir somente seriados americanos onde não consigo rir de nada, não tem quem aguente.
Fico louca de alegria quando ouço a musiquinha de INSENSATO CORAÇÃO.
Pronto, falei.
Assumo que Ny tem me feito aprender horrores, mas daí a achar que aqui estou quase escrevendo um livro de auto ajuda...
Putz.
Isso, não.
Aliás, ser modelo de algo aqui em NY é de uma cafoniceeee.
Um beijo pra vocês e viva quem se considera uma metamorfose ambulante
Syl
sexta-feira, 15 de abril de 2011
As coisas se invertem!!!
Impressionante como a gente passa a SE entender melhor quando estamos longe da nossa família e do nosso país.
Em Nova York então...putz...nem se fala.
Quando, em minha vida, eu me pegaria sambando sozinha num minúsculo apartamento, ao som de uma banda de pagode?
Conseguem me imaginar cantando as músicas de Ivete no último volume ao ponto dos vizinhos enlouquecerem comigo batendo na porta para que eu diminua o volume do som?
Quando, em minha vida, eu vibraria ao receber de presente de uma amiga, a biografia de Cleópatra escrita em português?
Só estando longe mesmo para a gente entender quem a gente é de verdade.
Precisamos nos afastar de tudo e de todos para encontrarmos nossa verdadeira essência.
O convívio e a rotina, muitas vezes, podam nossa personalidade.
Castram-na.
Mas nada como a abstinência.
Seja ela do tipo que for.
Deixar de ter....faz falta.
Desprender-se é uma bênção.
A distância e a ausência fazem MILAGRES.
Faz a gente crescer a base de chibatadas.
Quer saber o que você descobre?
Que disse-me-disse é uma droga.
Coisa de gente miúda.
Da raça PEQUENÊS.
Digo isso porque de longe a gente enxerga melhor.
A gente percebe muito mais.
De longe as sensações clareiam estupidamente.
Tudo fica mais fácil de sentir e entender.
Mas, em contrapartida, as emoções afloram.
A TPM vira O MONSTRO DO LAGO NESS.
Eu, nessas horas, não me suporto.
Penso em pedir férias de mim.
Não sei se é porque estou em NY ou se é porque NY está começando a fazer parte de mim.
Mas a verdade é que essa cidade é tudo muito... tudo.
Um não, não é um simples não.
Um não é um NÃÃÃÃO.
Uma dúvida dói.
Pra nós latinos, então, torna-se um drama da alma.
Nova York é pra quem está disposto a suportar oscilações de humor.
Amor, compaixão, medo, dor, raiva, alegria, felicidade e um pouco de tédio.
Acredite, a gente sente tudo isso, em apenas um turno do dia.
Impressiona.
Amedronta.
Tudo é MUITO tudo.
E nada é MUITO nada.
Portanto vai um conselho:
Quer romper laços?
Quer recomeçar?
Quer se reconhecer?
Compre um guia do país pra onde está indo, leve um bom livro, remédios pra dor de cabeça (pode ser chá de camomila ou erva-cidreira) e se jogue.
Mesmo porque, como já dizia Fernando Pessoa:
TUDO VALE A PENA SE A ALMA NÃO É PEQUENA.
Muito beijos.
Syl
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A catraca quando emperra...
Todo dia quando chego no prédio e coloco meu cartão de leitura óptica para entrar na escola, a catraca emperra.
Não tem jeito.
Basta passar o cartão e tentar seguir em frente, que a danada se recusa a me deixar passar.
Fico eu, empurrando com a côxa de um lado.
E a catraca travada do outro.
Perco cerca de uns três minutos lutando contra a impossibilidade de entrar no Empire State Building.
Pra resolver o problema, sempre vem um capitão-guarda fardado, que trabalha no edifício, pra me ajudar a entrar.
Ele pega meu cartão com jeitinho e, em menos de segundos, a descarada da catraca, PIN, fica verde.
Isso aconteceu tantas vezes, que decidi buscar um comparativo desta situação com meu dia a dia.
A luta contra o que não se pode peitar.
Porque aqui nos EUA, conseguir as coisas é uma batalha diária.
Vide a catraca teimosa.
Tudo suga muito a nossa energia.
Tudo é muito "pra ontem".
Minha professora por exemplo, força tanto o aprendizado da turma, que saio da aula absolutamente exausta.
Louca pra chegar em casa e me jogar na cama.
Até de massagem eu fico precisando.
Verdade.
Ela faz a gente raciocinar em inglês durante as cinco horas seguidas.
E eu sou da teoria de que, se não estamos sempre a buscar crescimento, nosso cérebro definha.
Então, vou na dela.
Me jogo.
Porque uma coisa é fato: aprender cansa.
São novas sensações que instigam a gente o tempo todo.
Um eterno estado de alerta que, até para comprar um café é preciso respirar fundo e pensar em todas as possibilidades pra atingir o objetivo final.
Porém, se a gente não for sempre com moderação, perde oportunidade de entender a lição.
E, como é a primeira vez que moro fora do país, estou identificando aos poucos o exagero de força que preciso desprender para o dia ACONTECER.
Portanto, se não cuidar da saúde, não limpar a casa, não fechar a janela, as consequências darão mais trabalho do que o simples fato de se prevenir.
Isso.
O povo americano é prevenido.
Coisa que, confesso, estou aprendendo bastante a ser.
Portanto, para evitar que as catracas emperrem, sempre é bom pensar 2 vezes e ir com calma antes de agir.
A vida fica mais leve e as pernocas agradecem.
PIN, podem entrar.
Beijos
Syl
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Reza a lenda dos amores...
Para mim foi uma surpresa.
Na verdade, uma baita surpresa.
O número de visitações de leitores interessados no post sobre os homens americanos me deixou boquiaberta..
Juro.
Não esperava que essa curiosidade fosse dar tanto pano pra manga.
Até me questionei se os leitores estavam interessados nos costumes da cidade ou sobre o pega-pega aqui.
A segunda opção deu mais IBOPE, confesso.
E, se é isso que vocês querem, é isso que vocês vão ter.
Não sou especialista no assunto e muito menos conhecedora sobre relacionamentos com estrangeiros.
Muito pelo contrário.
Num passado recente, bastava não falar meu idioma que eu corria léguas....submarinas e terrestres.
Mas morando no exterior, meu amor, não tive como fugir.
Sou humana e mulher.
E mulher é igual no mundo INTEIRO.
Carente desde nascença.
Já nascemos pensando:
"Porque ele não ligou?"
É fato.
Mas como o mundo se reúne neste cantinho de terra chamado Nova York, mais especificamente em Manhattan, é fácil perceber, sentir, observar o que acontece a nossa volta.
E, AQUI ENTRE NÓS, sentido de percepeção e observação, Deus exagerou na dose comigo.
Vamos lá:
Italianos: apague tudo que já aprendeu sobre o romantismo deles.
Podem até ser galanteadores, mas se virem a quilômetros de distância um grupo de amigos, vão deixar você sentada e sair esfuziantes atrás da galera.
Abraçá-los, beijá-los, beijá-los, abraçá-los, perguntar pela mãe, pelo pai, chamar para sentar na mesa com vocês e, se duvidar, na mesa ENTRE vocês.
Em relação aos judeus, não vai ser fácil vê-los sozinhos dando bobeira pela noite.
Porém, se estiverem em grupo, mesmo sabendo que não costumam dividir assuntos com quem eles não têm referência, tente fazer amizade com alguma garota judia da turma.
Elas, sim, irão te receber super bem, fazendo a ponte entre você e os lindinhos.
Eles são ótimos, viu?
Apaixonantes.
Bom, sobre os orientais...
A famosa turma dos olhinhos puxados, são uma simpatia.
Gentis e companheiros.
Aceitam tudo.
Riem de tudo.
Não precisa nem ter motivo.
Dá vontade de levar pra casa.
Levar pra casa pra fazer um chá, uma massagem, até lavar umas roupas, se preciso for.
Porque comunicar-se com eles é uma via de mão única.
Você fala e eles só balançam a cabeça.
"Posso te dar um beijo?"
Eles balançam a cabeça.
"Posso vestir você de Lady Gaga?"
Eles balançam a cabeça também.
Ou seja, feeback, zero
Americanos: leia-se novayorkinos.
Começarão a reparar em você se estiver magérrima, em cima de um salto alto, com uma roupa transadíssima.
Mas nada vulgar, pelamordedeus.
Bunda grande, digo logo, não é atrativo.
Ao contrário dos latinos.
Estes, se você estiver com uma roupa justa, popozuda, cinturinha fina e sorriso fácil, com certeza vai sair com um telefone de um "gatino" (gatinho + latino) na bolsa.
Mas geralmente, é só o que querem.
Seu corpinho e muito blá, blá, blá.
Sobre os alemães... o que falar?
Todas as vezes em que estão conversando, penso que estão brigando e se ficam empolgados, posso jurar que estão querendo matar alguém.
Desta forma, não tenho nada interessante a declarar.
E, por fim, os brasileiros.
Pra estes não tem regras.
São totalmente despudorados.
Chegam pra conversar você estando feia, bonita ou mais ou menos.
O que eles gostam mesmo é do amasso.
A maneira como vão conseguir isso é o que menos importa.
E, por mais cafajestes que possam parecer, é por eles que as mulheres se encantam!
Depois deste menu, fica com vocês o veredicto final.
Boa sorte é o que desejo a todas e a mim também.
Muitos beijos em todos idiomas.
Syl
quinta-feira, 31 de março de 2011
Ai que friiiiiooooo!!!!
Funciona da seguinte maneira:
Na hora do frio é um frio insuportável.
Na hora do calor é um calor perturbador.
Assim é Nova York no seu finalzinho de inverno.
A primavera chegou, mas restam alguns dias em que ainda presenciamos um "cadinho" de neve.
Porém, se tem uma coisa legal aqui é que o americano é prevenido.
Talvez seja cultural.
Mas eles tem o hábito de consultar sites sobre clima para entender a temperatura durante o dia, a semana, o mês.
Como tudo que varia muito na vida, tempo que muda muito também é insuportável.
Penso que em dias assim, deveriamos ter 4 mãos.
Isso.
Deveriamos nos transformar num tipo de seres humanus polvus.
Porque haja malabarismo para tirar e colocar casaco.
Tirar e colocar luvas.
Cachecol.
Puloveres.
Nos metrôs então, só me lembro da música de Durval Lélis do Asa de Águia:
"..Aqui tá quente, aqui tá frio, muito quente, muito frio..."
O que já perdi de coisas nessa cidade, não é brincadeira.
Pega o celular, cai dinheiro.
Puxa cartão, vem junto a luva.
Um sacoooo.
O sobe e desce de escadas é outra coisa alucinante.
Fôlego de atleta entre uma linha de metrô e outra.
Gente correndo pra lá e pra cá.
Minutos e segundos que fazem toda a diferença.
Gente se jogando por entre as portas dos metrôs para não perderem a viagem.
New York não pára e no inverno, então, é uma verdadeira confusão de tira-e-bota.
Quando começa a chover, piora.
Inicia a guerra de guarda-chuvas.
Cada um que proteja seu rostinho.
Porque a batalha pode ser violenta.
Até que surge um Coffe Shop, onde o calorzinho pede para que você desmonte todo o aparato e sinta-se no verão de Salvador.
Wow.
Uma gincana diária.
No fundo, não tem quem não esteja torcendo para que acabe logo esse restinho de inverno.
Aposentar toda essa indumentária vai ser o máximo.
Pesa muito vestir-se no frio.
Vestidos e camisas agradecerão serem tirados dos armários.
Senhor SOL, venha logo dar o ar da graça.
Mil beijos com fumacinha de frio saindo pela boca.
Syl
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