segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Tem dinheiro trocado pro cafezinho, ladie?

Vixe! 
Gosto é de um desconto.
Quando tem um COMPRE 3 E PAGUE 2 então, fico é doida.
Se pra Ivetinha é na base do beijo.
Pra mim é na base do "cheap"
Que fique claro, de avarenta não tenho nada.
Sou comedida, é diferente.
Mas bastou um rebuliço que preciso saber o que é.
Se for promoção.
Tô dentro.
E por consequência, teve algo que me ajudou em NY.
As famosas moedinhas.
Sweet Coins.
Muita gente menospreza as "coitadas".
Mas elas são de uma valia que vocês não têm idéia.
Seja na hora do cafezinho, do ticket do metrô ou das comprinhas numa "grocerie".
Aos poucos você vai entendendo a necessidade do uso correto.
Os americanos levam ao pé da letra o troco.
Devolvem certo o que lhe é de direito.
E fazem questão de receber corretamente o que tem que ser pago.
Muitas vezes, alguns "cents or quarters of dollars" fazem uma falta tremenda.
Saber contá-las ajuda para caramba na rapidez do seu inglês.
Pode acreditar.
Portanto fica a dica: guarde-as sempre separadamente para que possa pegá-las com facilidade quando for necessário.
Afinal, sempre haverá uma big fila atrás de você esperando que seja rápido seu atendimento.
Outra dica, se ficar mais de um mês em NY e o metrô for seu meio de transporte usual, interessante é ter o ticket UNLIMITED.
Vale muito a pena.
Custa U$89 e você pode morar no metrô de tanto andar pra lá e pra cá.
E, por fim, vale a pena ter um celular pré-pago
Aqui é muito fácil adquirir uma linha e não é caro.
Mas compre um aparelho com chip das operadoras conhecidas como: AT&T, TMobile, Verizon.
Coloque créditos acima de 200 minutos pois recebendo chamadas, você também paga.
Sempre bom ter um número próprio da cidade onde está vivendo por algum tempo.
E para falar com o Brasil ou com seu país de origem, compre nas bancas de revistas por U$ 5, cartões que lhe dão direito a falar até 200 minutos.
Bom, economizar não faz mal a ninguém e o bolso agradece.
No mais, gaste seu dinheiro com o conforto de sua cama e na sua alimentação.
Dinheiro é bom pra gastar, mas aquela moedinha quando falta só você sabe o valor que tem.
Beijinhos
Syl  


sábado, 6 de novembro de 2010

Família, família !!!

O frio está determinado a chegar com força neste OUTONO EM NY.
Por falar nisso, já assistiram ao filme?
Richard Gere e Winona Rider.
Romance e Drama.
Retrata perfeitamente o clima bucólico da cidade.
Linda estação.
Deu saudades da família.
Saudade das grandes.
Frio + Sábado + Folhas no chão + fumacinha saindo da boca = Cólo de mãe e de vó
E pra diminuir a distância.
Visita ao Jewish Museum em NY.
92nd with 5th.
Acompanhada de amigos.
Amigos querendo compartilhar histórias do meu antepassado.
Interessados.
Interessante.
4 andares de aprendizado na veia.
Fascinante.
Desde a criação do mundo.
Diáspora.
Cristo.
Israel.
Holocausto.
Judeus no mundo.
Cultura.
O judaísmo hoje em dia.
De tirar chapéu.
Tudo muito bem exposto.
Muito bem explicado.
Duas coisas me chamaram muita atenção.
Primeiro, ser recepcionada pela belíssima obra do brasileiro, ViK Muniz.
Steerage.
Pictures of Chocolate.
Uma imensa tela retratando 
Belíssima.
E segundo, pela exposição sobre Houdini chamada: Arte e Magia.
Um dos maiores mágicos, artista e ilusionista do século 20 que revolucionou os espetáculos ao ar livre.
Revelando como sua reputação tem evoluído ao longo do tempo.
Inspira artistas até hoje.
Vanguardista.
Apaixonante.
Recomendo.
Uma incrível tarde de outono que divido, de coração, com vocês.
Deixo aqui um beijo carinhoso para toda família Orenstein e pra todos os patrícios.
Em especial, pra minha mãe, minha vovó e meu big brother.
Quanto orgulho da nossa história.
Shalom!!!
Syl 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O banheiro em francês

Descobri uma coisa.
Frio dói mais em quem tem nariz em pé.
Isso é fato.
Constatado.
Sacramentado.
Registrado em cartório.
Ontem, a noite foi de lascar aqui em NY.
Meu narizinho empinado sofreu.
Estávamos num sái não sái de casa e eis que de repente saímos.
Decidimos ir na Le Bain.
Uma boate completamente diferente.
Conceito inovador.
Meat Packing.
Stander Hotel.
Lááááááá em cima.
Na chegada, até parecia um lugar normal. 
Tradicional.
Mas, a medida que iamos nos soltando, novas descobertas.
Para chegar até o terraço, subiamos umas escadas que tinham as paredes todas pixadas.
Pixadas com imagens coloridas.
Algo meio psicodélico
Junto com a gente, adivinhe quem estava?
Paulo Ricardo.
RPM.
Gente, providencial.
Dá para acreditar?
Parecia uma viagem.
Uma pessoa adorável.
Extremamente da paz.
Animado.
Astral
Participando daquele momento único.
Tirando mil fotos.
E olha que eu não tinha bebido uma gota de álcool.
Uma Forrest Gump brasileira.
O que eu estava fazendo ali?
E tem mais.
Sabe qual o ponto turístico da boate?
O BANHEIROOOOOOOOOO.
Juro.
Fila pra conhecer o banheiro.
Fui na onda.
Entrei na "line"
Chegou minha vez.
Fosse o que fosse, máquina em punhos.
Entrei no banheiro e.....
A vista mais lindo do mundo.
Ou seja, xixi vendo New York.
Olha que excitante, meu povo.
Não fiz xixi.
Tava sem vontade.
Até queria....
Deve ser impagável a sensação.
Fechem os olhos e pensem.
Duplo prazer. 
Mas, ok.
Registrei momento.
Pictures.
Caras e bocas.
E agora, posto aqui pra constatarem o visual.
Agora me digam, NY é ou não é uma loucura?
Beijos e um olhar 43 para vocês!!!
Syl




quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Vamos na farmácia comprar sanduíche....

Cada dia que passa eu me surpreendo mais com essa cidade.
Quando eu penso que já vi de tudo, me aparece algo que eu sequer imaginava.
Juro.
NY é uma caixinha.
Uma caixinha de Pandora.
Vou te contar, viu?
A começar pelas farmácias.
Sim, pelas farmácias mesmo.
A pessoa é capaz de resolver a vida dela, num dia, dentro de uma farmácia aqui.
Tô falando sério, minha gente.
Vou explicar:
Logo no início da viagem, precisei tirar uma foto pra fazer a carteirinha de estudante que aqui é uma bênção na minha vida.
Desconto pra tudo.
Menos pra danada da APPLE.
Aliás, essa APPLE está quase se dando ao luxo de escolher quem vai comprar lá, viu?
Como é poderoso esse Steve Job.
Mas vamos voltar pra farmácia.
Duas redes dominam NY.
Walgreens e Duane Reade.
Procurei na 42nd inteira um lugar pra tirar foto pra minha carteirinha.
E nada.
Eis que de repente eu e Larissa, minha amiga querida que conheci aqui nessa cidade de gente grande, descobrimos que na Walgreens tirava.
Corremos pra lá.
Não só tirava, como revelava fotos de câmeras digitais.
Revelava e vendia o álbum também.
Esperei revelar, aproveitei pra comprar o presente para filha de uma amiga.
Mas veja bem.
Se fosse neném, tinha brinquedos.
Se tivesse uns 8 anos, joguinhos ótimos.
Se fosse adolescente, umas camisas maneiríssimassss.
Como ainda era início de viagem, comprei apenas uma lembrancinha.
Um lindo e gostoso bichinho de pelúcia.
A foto ficou pronta.
D-E-T-E-S-T-E-I.
Cara pálida.
Comprei blush, batom e rímel.
Tirei outra foto.
Enquanto esperava revelar, fome.
Queria comer algo diferente.
Combinado de sushi com limonadinha suíça.
Perfeito.
Delícia.
A mulher entregou a foto.
Dessa vez, ótima.
Parecia bronzeada de férias no Brasil.
Ainda tirei xerox do passaporte, viu?
Tomei meu ice coffee.
Comprei algumas coisinhas que estavam faltando em casa: água, pinho sol, macarrão, sal e uns sanduichinhos integrais pra mim e pra Teca pra gente comer no lanche.
Até que, na hora da fila dei uma topada miserável que arrancou metade da minha unha do dedão.
Xinguei o mundo inteiro em portugês e terminei comprando merthiolate, algodão, gaze e bandaid.
Afinal de contas, onde eu estava mesmo?
Numa farmácia...... em Nova York, ora bolas.
Beijos, muitos beijos
Syl


terça-feira, 2 de novembro de 2010

O negócio é atravessar a rua olhando pros lados sem deixar de sorrir!!!!!

Muita gente me pergunta porque só comecei a escrever o blog no sexagésimo dia em que cheguei em NY.
Primeiro, porque fui muito resistente a idéia de expor minhas experiências nessa cidade absolutamente ..... sem palavras.
Tudo foi tão intenso que nem parar e sentar para colocar num papel eu tinha coragem.
NY te paralisa.
Falo sobre quem decide morar aqui.
Pois, se quando a gente vem a passeio, a experiência entorpece, imagine acordar e dormir durante dias e dias seguidos nesse solo.
Absurdamente, inacreditável.
A primeira e grande lição que NY me fez aprender, foi que, se você não tem estrutura emocional para estar aqui, nem venha.
Se não tiver calma, amor próprio, confiança, segurança e coragem nos trinques, desista.
Não pense em vir, se você não estiver 100%.
Tem que existir um plano B de qualquer forma.
Porque um tropeço, te derruba.
E tropeçando, vai ser difícil levantar logo, porque a tourada vem atrás.
Vem soltando fumaça.
Sem poupar quem vem pela frente.
Nova York não pára pra você.
Ela não quer saber quem é você.
Ela não se importa se você não teve um bom dia.
Problema único e exclusivamente seu.
Nova York não sorri pra você.
Você aqui é quem deve, TODO DIA sorrir pra você mesma (o) e agradecer pela oportunidade.
Nova York se interessa pelo que você quer fazer aqui.
Pra que então ela possa te encaixar nas regras.
E as regras aqui são muitas.
A primeira delas.
Somos para os americanos, um número.
Um número com foto.
Seja identidade, carteira de motorista ou passaporte.
Como estamos no país deles, o único documento que nos represnta é o passaporte.
Portanto, primeira dica:
Nunca, jamais, sob hipótese alguma ande com seu passaporte em mãos, na bolsa, mochila ou bolso.
Deixe-o guardado em lugar seguro.
Trate de fazer uma cópia colorida e plastificar.
Tenha esta cópia SEMPRE em mãos.
Segundo, faça um seguro saúde emergencial, DE QUALQUER FORMA.
Saúde aqui não é brincadeira.
E, mais, se puder dar um "up grade" no seu plano de saúde para que lhe atenda internacionalmente, vale muuuuuito a pena.
Um dedinho quebrado, pode lhe custar meses de viagem planejada.
Vai por mim.
Outra dica, traga dois, se possível três cartões de créditos, mas antes, não esqueça de comunicar a administradora dos cartões o período em que estará viajando.
Assim, você não corre o risco de bloquearem sua compra.
E jamais saia pra rua com os três cartões juntos.
Esse foi meu primeiro e grande erro.
Numa festa, meteram a mão na minha bolsa e roubaram meus dois únicos cartões.
Só dei por falta no outro dia.
Foi um desespero, véspera de alugar o apartamento definitivo.
Precisando sacar dinheiro.
Chorei como criança.
Quis morrer.
Minha sorte foi a proprietária aceitou metade do dinheiro que eu tinha guardado e uma vizinha amada, chamada MARINA, me recebeu em sua casa até as coisas se acalmarem.
Liguei para central de cartões e solicitei um cartão provisório com urgência e um saque emergencial também.
O cartão chegou no tempo certo. 
Em 48 horas estava em minhas mãos.
E sobre o saque, fui até o WESTERN UNION, e o Mastercard liberou o saque de acordo com limite.
Bom, caso resolvido e lágrimas enxutas.
Mas pra quem está longe do seu país é aterrorizante passar por esses probleminhas.
Problemas que poderiam ter sido evitados se eu tivesse sido mais atenta,
Então a mensagem que deixo é esta: atenção, disciplina, confiança e se for pra chorar....chora depois de resolver os problemas e de preferência em casa.
Muito beijos
Syl

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Happy Halloween!



Carnaval aqui chama-se Halloween.
Não tem como não entrar no espírito.
Eh simplesmente contagiante.
Quando me falavam dessa festa, ficava um pouco ressabiada.
"Deus que me livre me fantasiar de bruxa"
Verruga na ponta do nariz"
No fundo tinha um certo fundamento.
Usar fantasia pra ficar feia?
Além do mais essas coisas de energia de bruxa...
Eu hein!
Gosto, não.
Só lembrava do clip marcante do Michael Jackson.
THRILLER.
Aliás, o coitado morreu pra fazer mais sucesso do que quando estava vivo.
Perceberam?
Pois então, sexta-feira começou o rebuliço nas lojas de fantasia.
Um mundo da imaginação.
Tudo quanto é tipo de indumentária você encontrava lá.
Princesa, aeromoça, enfermeira, personagens da Disney, cowboys, piratas, bailarinas, teletubbies, vacas e todo mundo animal presente.
Claro que os monstros terrivelmente assustadores também estavam nas prateleiras.
Vendendo que nem água.
As festas, fantásticas.
Todos incorporando os personagens.
Cheguei no local onde a Ana me convidou para ir com ela e vi de tudo.
Logo de início, tentando me enturmar, pisei na bola.
Querendo ser agradável fui até uma garota:
-Adorei sua fantasia de namorada do Chucky.
Tadinha, ela estava vestida de colegial. 
Não era namorada do Chucky.
Apenas uma simples colegial ruiva.
Peguei meu copinho e me retirei no silêncio.
Vou adivinhar, gente?
A menina vesga, cheia de sarda, com duas maria-chiquinhas, short jeans e blusa quadriculada.
Adiante conversei com um rapaz vestido de Nacho, outro de mostarda e um de Ketchup.
Por pouco não apresentei os três.
Jurei que eram de algum restaurante mexicano.
Conheci também três marmanjos que insistiam em me agarrar.
Diziam que há sessenta dias não beijavam uma bela mulher.
Qual a fantasia?
Resgatados da mina do Chile.
Posso?
Danadinhos.
Mas enfim, tudo muito divertido.
Muito comida, doces e bebida.
Fiquei tão encantada que já comprei 3 fantasias pra levar pro Brasil.
Voltei a ser criança.
Se é que algum dia deixei de ser...
Então, festa a fantasia, alguém se habilita?
Olhem abaixo que Cleópatra mais apaixonante.
Dá ou não dá pra entrar no espírito da festa?
Beijocas e até mais
Syl

domingo, 31 de outubro de 2010

Amanhã vai ser outro dia...

O que mais me chamou atenção nestes 70 dias que estou fora do meu país foram as discussões sobre as eleições presidenciais no Brasil.
Tudo unicamente através do facebook.
Aliás, ferramenta esta que fez da rede social um veículo de discussão fantástico e extremamente aproximador.
Assunto pra outra crônica, tá?
Voltemos `as eleições. 
Infelizmente, acompanhei de longe a disputa entre Serra x Dilma.
Lembrando do primeiro turno com uma Marina da Silva bastante representativa.
Fiquei orgulhosa da minha geração.
Pois, mesmo nunca tendo sido uma jovem politizada, apesar de politicamente correta, o que diz respeito ao Brasil sempre disse respeito a mim.
Li piadas.
Li bobagens.
Apelos.
Correntes
E a conquista de um segundo turno difícil.
Na verdade, nunca me posicionei sobre nenhum dos candidatos.
Como poderia?
Já fui contra os dois.
E distante buscar posicionamento não é nada confiável.
Mas me orgulhei.
Orgulhei-me da participação das pessoas que estão a minha volta.
Pessoas com as quais convivo.
Todas expressando-se com vêemencia.
Algumas trabalhando para política e muitas fazendo campanha com fervor para seu candidato.
Não me abstive de buscar uma posição.
Mas me posicionei pelas pessoas nas quais acredito.
Minha mãe, meu irmão, minhas grandes e esclarecidas amigas.
Um antigo colega de escola.
Um amigo de festas.
A mãe de um primo que não vejo há anos.
Foi através deles que minha voz se fez ouvir.
Eles foram meu porta-voz.
Porque a distância é um tanto limitadora.
Sim, é.
E lendo seus comentários eu entendia o que acontecia.
E hoje, foi o dia da eleição.
Presidente eleita.
Considero que fiz parte do processo.
Acompanhei longe, cada segundo do dia 31 de outubro de 2010.
E DiLMA VEZ POR TODAS, confesso que ser brasileira é também sofrer junto. 
Deus nos abençoe e a ela também. 

Comer, rezar e amar...

Se tem uma coisa gostosa de fazer aqui em NY é não fazer nada.
Sair sem planos e andar por aí.
No meio do caminho, então, resolver o que fazer durante uma tarde de domingo.
Um cineminha.
Que tal?
Delícia. O inglês agradece e ainda em troca você come aquele balde de pipoca delicioso, sem culpa.
AMC Loews 34th Street 14
Fui assistir Each, Pray, Love.
Li o livro e amei.
Mas o filme.... Bom, segue minha opinião.
Minha opinião, ok?
A personagem e narradora, ELIZABETH GILBERT, uma típica mulher americana, moderna, bem-educada e ambiciosa.
Inconformada com seu casamento infeliz pede divórcio e questionando sobre o tempo que passou triste, entra numa crise depressiva ao mesmo tempo em que se envolve com um garoto 10 anos mais novo.
Que fique claro que não é nítido como, em menos de alguns minutos, vão morar juntos e se separar em tão poucos "takes".
Confuso.
Muito.
Por tratar-se de um relato da autora sobre o ano que passou viajando em busca de novas experiências, esperamos que os acontecimentos sejam retratados com alguma riqueza de detalhes, ok?

Principalmente a sua passagem pela India.
Nada disso.
As cenas são corridas e cortadas sem explicação.
Somos transportados de um lado pro outro como se tivéssemos obrigação de ter lido o livro antes da sessão começar.
Atuação mediana de Julia Roberts.
Mediana mesmo.
Sei lá.
Ela está com uma boca esquisita.
Sem o frescor que a personagem requer.
Sem carisma.
De vez em quando umas gargalhadas soltas que cabiam há 10 anos em "Uma linda mulher"
Só quem leu o livro pode entender o verdadeiro perfil de Liz Gilbert. 
As cenas estão soltas.
E cenas que deveriam acontecer, nem ao menos foram rodadas.
E, pra finalizar, Javier Bardem, no papel do brasileiro Felipe, lança ao vento, frases soltas em um português desconfiável. 
Sem falar que, a química entre o casal é estranha e nada convincente.
Uma pena.
O que salva o filme encontra-se no último minuto do segundo tempo.
A trilha sonora.
Canção entoada na voz de Bebel e João Giberto.
"Eh melhor ser alegre que ser triste, alegria é a melhor coisa que existe..."
Voltei pra casa com a música na cabeça. 
Isso me trouxe paz e boas lembranças do meu país.
A música e a pipoca, diga-se de passagem, foram acolhedores neste domingo.
Simple day. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Só passando pra entender....



Depois que minha roomate foi embora, mudei junto com minhas três malinhas, pra a casa de Ana Paula, uma amiga brasileira que conheci aqui no aniversário do Luciano Huck.
A Ana é daquelas pessoas adoráveis. De riso fácil e coração de mãe.
Acolhedora.
Uma festeira de marca maior.
Conhece os melhores lugares de Nova York.
Impressionante.
A minha sorte é que ela está trabalhando muito e sem tempo pra gastar nas baladas, o que me deixa mais quietinha e disposta a curtir o dia e os estudos.
Porque quem me conhece sabe que festa é comigo mesmo....Ou era?
Bom, isso é assunto pra outra história.
Então.... o lugar onde Ana mora é a duas quadras do World Trade Center.
Como diz meu irmão: "Ainda bem que você chegou aí com nove anos de atraso."
Ainda bem.
Todos os dias, impreterivelmente, tenho passado por lá.
Confesso que a sensação não é das mais agradáveis.
Não porque acho que a qualquer momento um avião virá chocar-se contra algum edifício.
Longe de mim!!!!
Mas a sensação ao passar pelos arredores é bastante incômoda.
As pessoas fingem que tudo voltou a normal, mas não voltou.
A confusão ainda existe.
O tumulto ainda é real, constante e visível.
O congestionamento por causa das obras é absurdo. 
E olha que isso já dura anos e, pelo que soube, vai continuar por mais alguns milhares de dias.
Bem, o que me parece, repito, o que me PARECE, é que nas duas torres o que foi sacrificado não foi a economia do país ou o andamento das bolsas de valores.
Não era a riqueza financeira simplesmente que estava lá.
Talvez nem fosse isso.
Maybe.
Mas a riqueza étnica.
O mundo estava nesse espaço verticalmente cosmopolita.
Foi isso que chocou.
Lembro que neste dia, senão me engano, uma quarta-feira, estava em casa assistindo tv no Brasil.
Depois do que vi não consegui sair a noite pra um aniversário.
Congelei.
Eu e milhões.... milhares.
Luto universal.
Interessante. Todo mundo lembra onde estava no dia dessa tragédia.
Pode perguntar.
Ela vai te dizer com minúncias de detalhes.
Em relação aos americanos, tivemos dó.
Eles sangraram.
Participamos do desespero. Do esforço em tentar salvar o mundo que estava desabando no dia onze de setembro de 2001.
E hoje o que percebo é que a grande lição pra todos têm sido aprender a conviver com essa dor diariamente e seguir em frente sem parar o passo.
O que obviamente não tem sido fácil.
Por isso eu insisto no ditado: Quem não cresce na dor, não cresce nunca.
 

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Só uma mulher pode entender!!!!!



Hoje foi o dia da coragem.
Saí sem rumo.
Vesti um short jeans, uma camisa branca, um casaquinho na bolsa e fui....
Simplesmente fui.
O dia estava delicioso e atemperatura 70o, o que nessa época é considerado um milagre.
Meus compromissos começariam apenas a partir das 15 horas, então, tinha 5 horas para desbravar, descobrir novidades, provar coisas novas.
Optei pelo simples.
Andei, andei, andei até encontrar.... um salão de belezaaaaaaa.
Mais forte que eu.
Como um ímã de geladeira, entrei.
Não tinha noção do que queria.
Aliás tinha.
Queria tudo.
Pé, mão, sobrancelha, massagem, balayage, corte, fofoca e se tivesse grávida até o parto faria lá.
Mas do jeito que sou comedida com meu dindin, fui na necessidade mór.
"Could you cut my hair?" perguntei para recepcionista
Nem era isso que eu queria na verdade, mas a frase saiu.
Pluft!
Desejava apenas uma escovinha básica, com uma lavagem especial.
Afinal em setenta dias, precisava de mãos profissionais pra dar um trato nesse cabelinho de boneca que insiste em não crescer.
"Sure", respondeu a jamaicana simpática.
Sentei e me entreguei.
Foi como uma experiência mística e divina.
Parecia que estava tendo um encontro com um ser de outro mundo.
A mulher lavou, secou, puxou, esticou e eu nem olhei pro espelho.
Estava totalmente em outro planeta. 
Órion, pode ser?
Ela perguntava se eu queria o corte assim, assado e eu só no: "yes, yes" sem entender NECAS.
Se estivesse dizendo que ia me transformar na Lady Gaga, eu estava assinando embaixo
Eis que tirou a capinha dos meus ombros, limpou minha blusa com os restos mortais dos meus fios e então abri os olhos.
Naquele momento, nada mais me surpreenderia.
A sensação de ter estado num salão de beleza depois de setenta dias superava qualquer coisa.
Olhei e ..........adorei.
Só uma mulher sabe o que senti.
Só uma mulher.
Mais viva do que nunca e de cabelo cortadinho, pra finalizar com chave de ouro,  sai de lá segui contente pra tomar meu café, meu ICE COFFEE geladiiinho!
Beijos


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Olha o trem aí, gente...



Viciei, gente.
V-I-C-I-E-I.
Pronto, falei.
Agora tudo que acontece quero contar pra vocês.
Não sei se sabem, mas eu adoro andar de metrô. Talvez porque além de não ter paciência, não gosto de dirigir.
No Rio, então, se deixar, fico sentadinha horas no vagão. Eu e Marcella, minha amiga linda. Mas só se formos sentada. Em pé, vamos igual a duas velhinhas cri-cris.
Pois então, cheguei em NY e tratei de comprar logo o PASS UNLIMITED. Uso o metrô quanto quiser por mês e pago só $89 dólares. Mas comprei na felicidade. Crente que o metrô da cidade mais cosmopolita do mundo era o máximo.
Já no primeiro dia fui super bem recebida. Um tenebroso e gigantesco rato cinza me aguardava no meio da escada enquanto eu apressada virava os olhinhos pensando em desmaiar.
Pânico.
Mas mesmo não sendo exemplo de limpeza é um transporte que funciona.
Porém o que a gente vivencia lá dentro são situações absolutamente únicas.
Um mundo de escadas para subir e para descer sempre te aguarda testando seu fôlego e humor diariamente.
Na espera entre um trem e outro você encontra crianças, jovens, senhores, senhorinhas, empresários, hippies, office boys, turistas e .....eu.
Hoje por exemplo, indo resolver problemas burocráticos peguei um metrô na Fullton street até a 34th que leva uns 20 minutos, aproximadamente sete estações de distância.
Ao meu lado em pé, uma jovem senhora de 43 anos, de Boston estava em NY a passeio, visitando uma prima com seus 5 filhos.
Exatamente CINCO filhos.
Claro que sei disso tudo porque perguntei. 
Tirei até foto.
Todos dentro do metrô. 
Quase um time de futebol de salão.
As crianças inquietas, correndo, pulando, sorrindo e a mãe na mais pura calma de Deus ainda levava no carrinho o mais novinho de 6 meses que roncava num sono absurdamente delicioso.
Não parece loucura isso?
Imaginam algo assim no Brasil?
Na Bahia, impossível. 
Metrô virou chacota.
Depois entraram dois menininhos vendendo doces.
No caso daqui M&M.
Pararm diante dos passageiros e começaram o discursso com a voz bem infantil e aguda, em inglês, claro:
"Ladies and gentlemans, eu podia estar na rua, mas quero estudar.
Para isso preciso ajudar minha família com dinheiro.
Comprem essas balas para que eu possa voltar pra escola"
Me senti em casa.
Então, o mundo termina ou não sendo igual no final das contas?
A vida é assim e vamos aprendendo a viver observando os outros e suas superações.
E você, se nunca andou de metrô, tente um dia, vai adorar.
I'm sure!!!!
Fico por aqui.
Beijocas e nos vemos na próxima parada
Syl

Japonesa, japonesa...



Sabe quando mãe diz: "Não fica falando muito bem de uma coisa, senão ela desanda"?
Sabedoria maternal pura.
Pois bastou eu colocar o pessoal dos olhinhos puxados lá em cima no texto sobre estudos, pra danada da mulher da lavanderia me aprontar uma.
Bom, tudo começou quando decidi inventar de botar meu único jogo de cama pra lavar.
A lavanderia é daquelas que passa, seca, lava, engoma e entrega no mesmo dia, sabe?
Aliás, se tem uma coisa que os asiáticos dominam aqui em Nova York são as lavanderias e os salões de beleza conhecidos como "Nails Spa".
Melhor dizendo, são especialistas em fazer pé e mão. Manicures e pedicures.
Só não me peça pra entender como com aquele tamanho de par de olhos elas conseguem não arrancar metade do seu dedo?
Nem me arrisco.
Sou doida?
Mas voltando ao assunto lavanderia, lá fui eu levar meu jogo de cama. Faceira e serelepe.  
Como disse, meu único jogo de cama pro frio que está se aproximando.
Então, combinei com a japonesinha que ela me devolveria minhas roupinhas até as cinco da tarde.
Só que saquei que tinhamos um problema. Problema de comunicação.
Primeiro, que é difícil conversar direito com os asiáticos. A acentuação deles é diferente e no meio da conversa riem muito e dialogam entre si. 


Segundo, que durante uma conversa, tudo que falamos, eles repetem a última palavra no final.........final.
Mas como tudo estava pago. Endereço escrito. Tudo dentro dos conformes. Fui embora. 
Fiz o que tinha que fazer na rua e voltei pra casa pra esperar "Dona sushi".
Eis que passa cinco, seis, seis e meia, sete.
Olhei pela janela e já começava a escurecer.
Sete e meia, oito.
Lá vou eu pro telefone.
Procuro o cartão da danada da "Só Sei Que Me Fufu" e nada de achar.
Resultado:
Deu nove, dez, dez e meia.
O sono querendo chegar.
O frio mais ainda.
Eu nervosa.
Fechei as janelas.
Forrei a cama com umas echarpes grandes, umas toalhas.
Dei uns espirros.
E terminei pegando no sono com a cara no colchão e no travesseiro desforrado porque a danada da japonesa não apareceu.
No outro dia, com olheiras até o pé, fui lá.
Mirei na direção da danadinha e:  
-Dona "Sushi", você abra esse olho. Apronte mais uma dessas comigo que lhe faço comer besouro.
Ela riu.
-...besouro
-Passa já pra cá meus lençóis.
-Lençóis....
Então pegou o ticket das minhas mãos e virou como uma pluma rumo ao balcão.
-Here- disse ela com seu risinho agudo no final.
A danada da japonesa feliz, sem uma ruga no rosto.
Vivendo bem GRANDE MAÇã e ganhando seu dinheirinho sem se estressar.
Agora me digam, quem saiu perdendo? 
A boba aqui, né?
Beijos com gostinho de shoyu pra vocês
E Até breve
Syl