domingo, 2 de setembro de 2012

Meu doce deleite!!!!



Oportunidade é um cavalo que passa galopando. 
Se você não monta, alguém vem e toma as rédeas no seu lugar.
Oportunidade, passa.
Uma sensação equivocada quando ouvia essa comparação.
Sensação de urgência.
Rápido, rápido, rápido, doutor coelho de ALICE.
Vai perder tempo?
Parei, pensei.
E foi num desses insights que cheguei a conclusão:
Minha interpretação era equivocada.
O buraco era muito mais embaixo.
Difícil não é segurar a oportunidade. 
É estar preparada pra quando ela chegar.
Entra aí outro ditado:
Não coloque a carroça na frente dos bois.
Porque fatalmente você vai se expor e perder a chance.
E voltar ao Rio, pra mim, foi isso.
Uma segunda chance.
De Ny, direto para o meu emprego dos sonhos
Nem que para isso, a acomodação não estivesse de acordo com as minhas necessidades.
Abrindo mão de algum conforto.
Refazendo uma rotina de vida.
Fui entendendo que somos seres adaptáveis.
As tais girafas darwinianas
Meus dias, não são rascunhos como foram durante muito tempo.
Apesar de muitos improvisos, eles são absurdamente reais.
Eles pesam na contagem das horas.
Porque essas horas vem com o peso em ouro de novas experiências.
Neste momento, valem as tentativas.
Vale perguntar.
Errar e consertar.
Mas o momento é agora.
O equilíbrio está no pensar.
Escrever.
Presumir.
Arriscar.
Faz parte da lei no trabalho.
Também na vida, quero três orçamentos.
Para tudo.
Menos para as horas de descanso.
Neste caso, não tenho como negociar.
Serão sempre 8.
Preciso.
Um dia de cada vez, também será imprescindível.
Atentem para isso: Um dia de cada vez.
Mas um dia DE VERDADE, de cada vez.
E então, topa entrar nessa nova empreitada comigo?
Um trabalho novo.
Novas expectativas.
Um mundo novo se apresentando.
Vem comigo, vem.
A pé, de BRT ou de trem.
Mas vem.
Vamos?
Beijos
Syl

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Uma chata de galocha? Nãnãninãnão


Andei com uma certa dor de dente.
Visão turva.
De vez em sempre, “taquecardia”.
Tinha dias que para acordar era um suplício.
Banho gelado não adiantava, nem aqui, nem no sertão.
Nasceu uma espinha no meio do meu “focinho”.
Estranha.
Tive dores de estômago.
Secura nos olhos.
Na boca.
Dor no cóccix.
Perdi o humor.
Duas unhas encravaram.
Uma caiu.
O cabelo também.
Um horror.
O sono sumindo aos poucos.
Mas a fome?
Essa daí, sem vergonha, só aumentou.
Algumas roupas se foram.
E junto com elas, minha paciência.
Bastava chamarem:
-Sylvinha?
E lá vinha eu:
-O que ééééééé?
Estava INSUPORTÁVEL.
Até que fiquei de saco cheio de mim.
E entendi que precisava buscar a cura para toda essa desordem.
A solução:
Escrever.
Oi gente, vamos voltar a conversar?
Estava andando por aí, arrumando uns trapinhos.
Agora, eis-me aqui de novo.
Seguem me seguindo?
Sigo junto com vocês.
Mas isso, Aqui entre nós, combinado?
Beijos
Syl

 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Onde foram parar nossas mortalhas?

Juntávamos a turma e começávamos a planejar onde seria o QG do carnaval.
Precisava ser na casa de alguém que morasse perto da Barra, um bairro tradicional e margeado pelo mar de Salvador.
Depois do local escolhido e permitido por pais e mães, que geralmente viajavam pra Itaparica, faziamos nossas malinhas e durante 5 dias viviamos um mundo de magia.
Então começávamos a ouvir muito todas as rádios para aprendermos direitinho as músicas que iriamos cantar em coro enlouquecidamente quando o trio passasse.
E tinha mais..... as coreografias.
Vocês acham que a gente não se reunia antes e criávamos passinhos para remexermo-nos freneticamente na hora dos refrões?
"Assim já é demais, eu não posso ficar sem a nega. Ela me bate, me xinga, me ama. faz trama na cama e me deixa suado."
Tudo marcadinho.
Passo por passo.
Lindo, lindo.
Na casa da amiga, tudo tinha que estar organizado.
Cada uma levava um prato de comida preparado em casa para ajudar nos mantimentos do QG.
Afinal, éramos geralmente mais de cinco e voltávamos da farra famintas.
O percurso que faziamos era enorme.
Do Farol até Ondina.
Tênis surrado.
Short da DIMPUS até a cintura.
Pochete de Bali.
Camisetinha colorida.
E uma bandana que fazíamos de cinto, colar, top.
Pelas ruas, a multidaão seguia atrás dos trios independentes.
E a gente, juntas, na PIPOCA.
Numa felicidade absurdamente intensa.
Acenávamos para as pessoas nas janelas.
Para os amigos dos nossos pais que sempre estavam nos restaurantes ou hotéis com copos de whisky na mão.
Cerveja pra gente era o bastante.
Os meninos, quando se interessavam, vinham com um pedacinho de pano e spray gelado pra gente cheirar.
A intenção era que, depois do presentinho déssemos um beijo como recompensa.
"Lança menina, lança todo esse perfume..."
Sob olhares e proteção das amigas, aceitávamos e muitas vezes, fugiamos rindo.
Viamos toda orla da Barra e seu mar azul maravilhoso.
Ao chegarmos no final do circuito, voltávamos descabeladas, suadas que nem cuzcuz, mas gargalhando por causa dos paqueras que tinhamos conhecido.
Dos futuros possíveis namorados
Papo pra conversar a noite toda quando chegávamos, ainda elétricas, em casa.
Comiamos a lasanha que a mãe de Dany tinha feito e dormiamos sonhando com o domingo que sairiamos com a mortalha no EVA.
Era só tocar a música hino pra pularmos abraçadas e com os olhos cheios de água de tanta felicidade.
"Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar....."
E o único camarote que a gente queria, era o das redes de televisão que filmavam nossa alegria.
E era assim, amizade incluida, mãos dadas pra atravessar cordeiros, dinheiro embolado no bolso, mortalha com cheiro de tinta, flores no cabelo.
Sim era tudo isso.
Isso era All Inclusive.
Saudades
Beijos
Syl

Em homenagem a : Ady Barretto, Loly, Teca Gonzaga, Dany Daltro, Mila Regis, Ju Pinto, Carolina Brasil, Mari e Faby Mattedi, Paula Dumet, Carol Boni, Dani Choucate, Kiliana e Gaby.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Existe amizade entre homem e mulher?

Existe?
Será?
Olha bem, nem eu sei.
Não estou querendo fazer bagunça, nem defendendo, sei lá o quê.
Mas eu tenho um grande amigo.
Até agora, tenho um amigo que sabe muito, muito de mim.
Muito.
Arrisco dizer que, sabe mais do que grande parte das minhas amigas sabem...
Vixe...
Tchan rannnnnnnn
Orelhinhas em pé....
Dessa forma, ele é um grande amigo.
Nunca tocou em mim.
Me conhece há anos.
Não sei se é fiel.
Mas a mim, é leal.
O que me deixa tranquila, pois considero lealdade mais importante que fidelidade.
Pensem na diferença.
Sutil, mas existe.
Prometi pra ele um presente.
E meu melhor presente são minhas palavras.
Por isso, dedico a ele esse texto.
Onde quer que ele esteja, esta é minha declaração.
Uma declaração de amor.
Ele me conheceu moleca.
Hoje, uma mulher.
Conversamos sobre tudo.
TUDO.
E sobre esse tudo, ele tem em mim, a cumplicidade.
Xuxu, estou aqui.
Pro que der e vier.
Em português e inglês.
Te adoro.
Beijinhos
Syl

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Pensando bem...

Cansei.
Cansei de quem fui há dois minutos.
Cansei da imagem que fazem de mim.
Simplesmente, cansei.
Cansei do que pensam, que acham e que imaginam que eu sou.
Tudo hipotético.
Não trabalho mais com hipóteses.
Agora lido com pá-pum.
Pá-pum?
É tipo: aqui, agora, neste momento e pronto.
Decidi que vou falar pouco.
Ficar quase muda.
Atenta.
Ouvir muito.
De preferência, músicas.
Cansei de disse me disse, de nhém, nhém, nhém...
Não quero agradar mais ninguém...
Quero assumir que sou assim:
Eu.
Simplesmente eu.
Quem quiser, venha.
Quem não quiser...
Cansei de tentar agradar.
Ai como isso é ruim.
Agradar pra ser recebida.
O ó.
De tantas coisas, cansei.
E dessa forma, venho descansando.
Assim é bom.
Tô gostando.
Porque como dizem, não dá pra ser perfeito.
Aliás, como ser perfeito se A MENTE DA GENTE ENGANA A GENTE?
Deixem que digam, que pensem, que falem.....
Deixa isso pra lá.
Bisú
Syl

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Abrindo a guarda e contando tudo...


Oi, gente,
Vamos dar uma paradinha nas histórias dessa louca e deliciosa viagem pra contar a louca e verdadeira história dessa viagem?
Sim, isso mesmo.
Interpretação a cargo de vocês.
Agora vamos jogar no half and half.
Tudo começou em dezembro de 2009 quando uma prima sábia.
Ou melhor, uma prima sábia, companheira e linda percebeu a minha inquietude diante do rumo que minha vida estava tomando.
Que rumo era esse?
O rumo da mesmice.
Um rumo dolorido para uma típica sagitariana.
"Syca, disse ela, você não está feliz"
E não estava mesmo.
Recém diagnosticada com crise de ansiedade aguda e vendo minha saúde ir pelo ralo, admiti que somente eu poderia fazer algo por mim.
E eis que no dia do meu aniversário ela me presenteou com o famoso livro: COMER, REZAR E AMAR.
Bom, a primeira parte eu fiz.
Comi a história do livro com uma voracidade inacreditável.
E foi, ali, na última página que disse pra mim mesma:
Vou me dedicar um ano a ESTUDAR, REZAR E AMAR.
Trabalhei o ano de 2010 como uma mula só pensando em juntar grana pra tornar realidade essa empreitada.
Primeiro combinei com uma grande amiga para fazermos o início dessa viagem juntas, pois precisávamos demais uma da outra naquele momento.
E em setembro de 2010 criei o bloguito.
Uma maneiro de exercitar a escrita e comunicar a família o que estava acontecendo.
Mas a medida que eu me expressava, mais e mais gente ia se interessando pelos posts.
Eis que rapidamente mais de uma centena de pessoas passou a compartilhar comigo meus devaneios
Foi então que fiz um juramento:
Jamais escreveria histórias que levasse a uma reflexão triste da vida...
Pra isso basta ligarmos a TV.
Notícias tristes aos montes.
E, agora, cá estou eu, nos últimos dias de viagem, muito orgulhosa de ter cumprido o que combinei.
Portanto, gostaria de agradecer a cada um que parou um minutinho do seu dia para dividir comigo essa experiência.
Não foi NADA fácil, diga-se de passagem.
Mas eu vim porque quis, né não?
O blog provavelmente tomará um rumo diferente.
Não serão novos lugares, maluquices ou curiosidades.
Contarei sobre coisas do coração.
Pensamentos, talvez.
Experiências com pinceladas de aprendizado.
Espero que continuem comigo.
Porque depois de Estudar e Rezar ... tô chegando no Amar.
E que o verbo venha com força e se faça presente até onde o vento faz a curva.
Muitos e muitos beijos carinhosos
Syl ou Syca, pra quem quiser.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ao mestre com carinho!!!!



Vou confessar uma coisa pra vocês:
Já entrei em hospital aqui nos EUA, fiquei muda
Já entrei em sinagogas e até em igrejas, fiquei muda também.
Mas, se teve um lugar em que meu coração sucumbiu ao silêncio, foi na Berkeley College.
Universidade conceituadíssima no mundo inteiro. 
Uma das principais responsáveis pela criação da bomba atômica, ao mesmo tempo em que foi palco de grandes movimentos pacifistas nos anos 60.
Pensem nesses números: 52 prêmios NOBEL ligados diretamente a Berkeley, sendo que 18 destes para professores.
A universidade que começou com 400 alunos hoje possui mais de 33 mil estudantes e 1900 professores no auxílio.
Cinco quilômetros de m2 distribuidos entre prédios, laboratórios e dormitórios. 
Não é de enlouquecer qualquer um?
Cheguei lá com o coração disparando.
Uma atmosfera única.
Singular.
Impar.
Até pra pedir um café baixei o tom de voz em respeito
Gente, a sensação é indescritível.
Imaginem um lugar rodeado de verde e salpicado de prédios seculares.
E nesse mesmo lugar, quebrando a bucólica cena da arquitetura antiga, jovens com suas bicicletas coloridas, se misturam a paisagem rumo ao futuro?!
Imaginaram?
Olhares curiosíssimos.
Energia de conhecimento.
Um templo sagrado.
Sentei nas escadas de um dos prédios e pensei: "Ai meus 20 anos."
Jovens vorazes por aprendizado.
E mais do que tudo, livres para ir e vir.
Berkeley foi um achado nessa minha curta estada na California.
Valeu o passeio e valeu a escolha.
Fascinante.
Agora, vou ler um livro, isso, sim.
Vou ficar pra trás? Eu não.
Não quero deixar de aprender nunca nessa vida maravilhosa que Deus me deu.
Beijinhos
Syl

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quanto vale seu trabalho???!!!


Se tem uma coisa que me intrigou bastante nos EUA foi a forma como o americano lida com dinheiro.
Muito, muito diferente da relação que nós, brasileiros, temos com o "Faz-me rir."
Primeiro que um dólar tem muito valor.
Moeda são mais do que bem vindas.
E qualquer troco, seja o valor que for, é entregue corretamente.
Nada de chicletes e balas para "interar" o dinheirinho que nos volta por direito
Mas o mais intrigante é que numa das matérias que estudei, chamada American Way, aprendi que, tornar-se rico, é motivo de orgulho.
Tornar-se rico é possuir uma vida material saudável.
Conforto.
Bens.
Ser rico não gera desconforto porque significa árdua dedicação ao trabalho.
Sim, sim.
Também acredito que existam malandros que desviam verba, alimentam caixa 2 e sonegam impostos na terra do Tio Sam.
Mas a lei pune.
E pune mesmo, pois a economia americana gira em torno do comércio.
E boicotar o ESTADO, quebra a máquina.
Prejudica todos.
Essa consciência impera.
Desta forma, ter dinheiro e ser rico merece aplausos.
Orgulho.
Coisa que no Brasil ainda não nos acostumamos.
É cultural, certamente.
Talvez por isso, na América tantos milionários candidatem-se a cargos políticos.
Vide Mitt Romney
Mas porque será?
Porque subentende-se que, pra construir patrimônio, o candidato dedicou muito tempo da sua vida ao LAVORO.
Entendam, não quero levantar nenhum tipo de bandeira contra ou a favor dos americanos.
Apenas comentar que é normal perguntar quanto a pessoa ganha.
Porém, perguntar a idade, mesmo quando se é jovem, é vergonhoso.
Interessante, não?
Fico por aqui.
Muitos beijos em dólar, euro e real,
Syl

domingo, 23 de outubro de 2011

Perdidinha Orenstein Tourinho!!!


Sim, confesso, estou ausente por aqui.
O motivo?
Não sei.
Continuo amando escrever, mas deu um branco de inspiração.
Como o branco é a cor que reúne todas numa só, esta é a razão.
Muita coisa acontecendo e eu querendo buscar uma delas pra contar pra vocês.
Resultado: não está dando tempo de digerir tudo.
Cada dia uma sensação nova.
Ontem uma jovem e sua filha pequena passaram por mim e sorriram.
Tomei um susto, juro!
Estava desacostumada.
Até olhei pra trás pra ver se era comigo mesma e... era.
A mudança de Nova York pra Califórnia está me fazendo questionar sobre como fiquei associada a Big Apple.
E como mudar isso se, afinal de contas, agora a história é outra.
Nada de correria: estou fazendo Yoga.
Nada de barulho: Nunca ouvi um carro buzinar por aqui.
Nada de compras enloquecidas: o comércio da cidade se restringe a poucas e delicadas lojas de rua.
Nada de jantares exorbitantes: A cozinha dos restaurantes fecha as 10:30pm.
Nada de homens engravatados: A cada esquina tem um "galêgo" com uma prancha de surf embaixo do braço.
E agora. onde me encaixo?
Tô perdidinha.
Interiorizando o momento e buscando a paz neste lugar.
Significado de calmaria: Manhattan Beach
Significado de bons modos: Manhattan Beach
Significado de pessoas: Manhattan Beach.
Portanto, vou ser feliz um pouquinho aqui e já volto.
Ah! E se além de tudo isso, ainda quiserem ver flores lindas, definitivamente: Manhattan Beach.
Mil beijinhos e flores pra vocês.
Saudades,
Syl

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A lição de uma criança chamada SYLVIA!!!


Não dá pra acreditar que passaram-se 365 dias desde minha chegada a NY.
Parece que foi ontem.
O que me intriga é que, relendo os posts antigos, não consigo entender como captei com tanta verdade tudo que aconteceu aqui.
Minha visão sobre a cidade e suas peculiaridades continua, absolutamente, a mesma.
Esse lugar é mágico.
Fascinante.
NY me fez sorrir muito.
Fui feliz o bastante para dizer que repetiria tudo novamente, se preciso fosse.
Porque vocês hão de convir comigo:
Morar fora é uma excelente forma de enxergar quem somos.
Na verdade, a minha grande dificuldade não foi aprender um novo idioma.
Isso, sem modéstia, não foi o maior dos desafios.
Dificuldade mesmo foi aprender a lidar com minhas emoções.
Sou brasileira, gente!
Brasileiro é MUITO emotivo.
Espaçoso.
Anda em turma.
Aqui isso não acontece.
Então eu me pergunto: Meu Deus, como consegui lidar com a solidão?
Com me tornei introspectiva?
Como me convenci tantas vezes de que a vida é feita de "bola pra frente"?
Juro a vocês:
EU NÃO SEI.
Em muitos momentos, não levantei da cama.
Em muitos momentos, pensei que fosse enlouquecer.
Mas, em todos estes momentos, sempre soube que a opção de continuar era uma escolha minha.
Eu quis isso.
Foi uma viagem muito mais interna do que externa.
Eu me conheci nessa cidade.
Lidei com sentimentos que nem sabia existirem.
E tratei deles com muito cuidado e carinho.
Digo e ratifico:
Conhecer NY é lição fundamental na vida de qualquer pessoa.
Não encontrei o glamour.
Muito menos facilidades aqui.
Encontrei uma pessoa sedenta por crescimento.
Uma pessoa entalada de medos e questões.
Alguém que nem sabia ser tão forte e tão delicada ao mesmo tempo.
Tentei me proteger ao máximo dos fantasmas que me assustavam.
Hoje sou mais justa.
Mais humana.
Hoje tenho um pouco mais de receios.
Mais amor ao próximo.
Hoje olho para minhas limitações e as vejo como uma senhora de idade que precisa ser respeitada.
E, dedico tudo que escrevi a quem, por um minuto que tenha sido, entendeu o que eu quis passar.
Espero ter me feito clara nas considerações.
Obrigada pelos comentários, pelas dúvidas, pelas questões.
Por viajarem comigo.
Desejo a vocês PAZ.
Muita paz.
Paz de espírito e sono tranquilo.
Porque é disso que precisamos.
No mais, valeu a pena...
Ah! isso valeu.
Muitos beijos e avante,
Syl

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Onde há fumaça, há...churrasco.


Anna é uma amiga do Rio com a qual não mantinha contato há anos.
Pois não é que viemos nos reencontrar em NY?
Ela chegou da mesma forma que eu, louca para desvendar os mistérios da Big Apple.
E, no papel de uma boa cicerone, abracei Anna e tentei facilitar ao máximo sua estada aqui.
Resultado: ela veio morar comigo.
Estamos dividindo até a cama.
Tratei logo de apresentá-la algumas pessoas que conheci aqui e em contrapartida, ela me apresentou a brasileiros que moram em NY.
Incrível, mas nestes trezentos e tantos dias, nunca soube onde estava a galera do meu país que mora aqui.
E Anna, em menos de duas semanas me apresentou a uma dúzia deles.
E lá fomos nós, animadas, a um churrasco que estavam oferecendo.
Delicioso.
Me senti em plena Gávea, no Rio de Janeiro
Rolou pão de queijo, cervejinha, picanha...
Tudo isso misturado a sotaques e expressões que eu já não ouvia há tempos.
Eis que de repente, chegam convidados inesperados.
Os bombeiros.
Assustados com a fumaça vista da rua, os encapotados surgiram como duendes no meio da floresta.
Como não desconfiamos que isso iria acontecer?
NY, ora bolas.
Ao sinal de algo estranho, principalmente depois do 11/09, eles ficam ensandecidos.
Ainda mais se o "algo estranho" produz fumaça.
Não teve conversa.
Jeitinho brasileiro, só funciona no Brasil.
Fomos proibidos de continuar com nosso ritual canibalesco.
Perdemos a comida, mas não perdemos o samba.
Principalmente por saber que não estávamos fazendo mal algum.
Funcionou como uma lição pra mim que, muitas vezes aqui, me desculpei por esbarrar em árvores.
Esse é o perigo de NY, se a gente não se vigia, com o tempo começamos a sentir culpa pelo que nem fizemos.
No mais, a festa continuou e Anna teve mais um motivo para amar essa experiência.
A experiência de se descobrir em NY.
Um beijo com gostinho de carne na brasa.
E, Anna.... o mundo de felicidades pra vc nessa imensidão, amiga!
Syl

sábado, 1 de outubro de 2011

Para os roqueiros, funkeiros e a turma do axé!!!!!


Sem querer tomar partido dos roqueiros, pagodeiros, funkeiros, muito menos de todos que curtem axé.
Me respondam:
Aonde leva a discussão de quem fez melhor ou pior no rock in Rio 2011?
Trata-se de um festival de música, gente.
Cada qual no seu cada qual.
Se a Cláudia Leitte mostrou-se insatisfeita com a receptividade do público, deixem que ela se expresse, ora bolas.
Se muitos não aprovaram essa manisfestação e decidiram tornar o assunto mais agudo, deixem que se expressem também.
O que não é saudável, é criar um ambiente de desavença entre músicos e artistas dentro do próprio universo.
No nosso país, diferentes manifestações culturais é o que não nos falta.
Aqui nasceram e nascem grandes estrelas que brilham, com ou sem imprensa.
Existe espaço para todos.
Cada qual que se manifeste da sua maneira.
Defenda-se, Claudinha.
Ataque, nosso jornalista roqueiro.
Mas que isso se torne uma discussão saudável.
Porque, quem está de fora, não quer tomar partido.
Quer ouvir, dançar e curtir.
Música existe para ser sentida.
Este é o propósito.
E é isso que esperamos dos nossos artistas:
Que nos apresentem o melhor de si.
Como dizia Nelson Rodrigues:
A unanimidade é burra.
Parabéns para Claudinha.
Parabéns, Ivete.
Sua sensibilidade fez doer nossas mais desconhecidas emoções.
Parabéns a todos que se entregaram por inteiro, corpo e coração, ao Rock in Rio 2011.
O público gosta de quem gosta do que faz.
Baixemos as armas.
Deixemos um pouco de lado as assessorias de imprensa e façamos com que nossos ritmos se difundam.
Independente de preferências particulares.
Paz para qualquer manifestação cultural.
Viva nós....brasileiros.
No mais, sem julgamentos
Com carinho
Sylvia Orenstein Tourinho

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Me digam....


Ai, ai, ai....
E se eu quiser parar agora?
Dar um tempo...
E se eu quiser me dar umas férias?
E se eu disser que não tenho mais nada pra dizer?
Que cansei de olhar.
De observar.
Que tudo tá um saco?
Que aqui só vive quem sobrevive?
E se eu disser que estou exausta?
Que graças a vocês eu passei por tudo?
Que a cada amiga que me faltou fiquei mais forte.
Que por minha família lutei pra resistir firme.
Que amo incondicionalmente quem esteve ao meu lado.
E se eu disser que preconceito é uma palavra que não cabe no meu dicionário?
E que "tomar um porre" é uma questão de perspectiva?
Que família sempre quer o nosso bem.
Que é amor incondicional...
E que viver é a maior bênção que ∂æus nos deu...
Vou aproveitar quem amo até perder as forças.
Shalom
Beijinhos
Syl

domingo, 11 de setembro de 2011

A queda das torres gêmeas me deu saudade do meu país!!!


Em pensar que há um ano eu estava começando a descobrir Nova York.
Em pensar que neste um ano, entre idas e vindas, meu conceito de felicidade mudou radicalmente.
Vindo do Brasil pra Nova York não imaginava passar pela metade das alegrias e tristezas que passei aqui.
Nova York foi, é e será sempre um divisor de águas na minha vida.
Lembro-me da data de 11 de setembro do ano passado, 2010, quando eu, cheia de coragem, bravura e fé esperava encontrar o mundo dos sonhos.
Meu Deus, quantas "cabeçadas" que dei.
Quantas vezes, sozinha, andei por horas fascinada pela grandiosidade desse lugar
Quantas vezes insisti em fazer amizades.
E foi passando por tudo que, hoje, 11 de setembro de 2011, me enxergo outra pessoa.
A inquietude que sempre me empurra, me deu ar pra seguir em frente.
Meus sentimentos são tesouros num lugar onde as emoções não transparecem nos olhares perdidos.
Aqui não senti falta do Brasil.
Senti falta da sensação de plenitude que o Brasil impregna em nós desde o dia que nascemos.
Aqui senti falta dos verdadeiros sentimentos.
Não estranhei a comida.
Não estranhei a correria diária.
Não estranhei a altura dos prédios
E nem me deslumbrei com a riqueza e a fartura dos que muito possuem materialmente.
Mas lamentei por ser tão difícil criar laços.
Aqui eu tenho "pessoas conhecidas" aos montes.
Mas nunca abracei forte nenhum deles.
Sabe porque?
Porque eles não se deixam abraçar.
Isso é triste.
Não tenho nada do que reclamar e me queixar.
Essa experiência foi e continuará sendo fascinante.
Mas não existe nada melhor do que "mandar a merda" o que nos irrita.
Não existe nada melhor que não cumprir algumas regras.
Simplesmente se recusar a ser "boiada"
Aqui aprendi e aprendo que posso estar em qualquer lugar do universo.
Em outro planeta.
Mas eu sou brasileira.
E daqui de Nova York, assim como sofri com a luta do dia a dia, sofri acompanhando o que estão fazendo com meu país.
O longo caminho que precisamos seguir para termos um país mais justo e honesto.
Pois povo como o brasileiro, não há.
E hoje, 10 anos depois da queda das torres gêmeas, fiquei em casa para evitar a energia pesada que ronda a cidade.
Por onde eu for e onde estiver, terei sempre o meu coração batendo ao som de um samba, uma bossa nova e nas cores verde e amarela.
Shalom
Beijos
Syl

domingo, 4 de setembro de 2011

Descobri tudoooooo....



Parem tudo.
Ruflem os tambores.
Acreditem se quiserem ou se puderem.
Descobri a pólvora em Nova York.
Agora sei porque todos aqui são aficcionados por mensagens e emails...
Pois é desta forma, que as pessoas se conhecem e se relacionam aqui.
Juro.
Tudo virtual.
Pois ninguém tem muitas referências sobre os outros aqui.
No fundo todos são retirantes do asfalto.
Correm contra o tempo que, com certeza, em NY passa mais rápido.
Sendo assim, como encontrar alguém pra se relacionar?
Pra conversar sem perder tempo?
Não tem como num almoço trocar idéias, ninguém olha pra ninguém.
Numa balada, então, o som nas alturas, não permite.
Então, eis que descobri o MATCH.COM
O site que é febre nos EUA.
Você não precisa falar quem é você.
Apenas dizer o que pensa e o que deseja numa relação.
Então as informações se cruzam e de repente, o site começa a te encaminhar sugestões de perfis que combinam com o seu.
Seja pra iniciar uma amizade ou pra encontrar sua soul mate.
Atenção!
Não adianta mentir, porque depois das informações colocadas inicia-se a fase da caça ao real.
Primeiro uma troca de emails com a pessoa.
Depois a imagem dela via internet.
Skype e afins.
Até chegar a hora da troca de telefones.
Mensagens de texto e depois voz no ouvido.
Se tudo estiver correndo bem, a pessoa decide se quer ou não conhecer o outro pessoalmente.
Pode ser num encontro de grupos.
Num STARBUCKS da vida.
Ou numa livraria legal.
Quando chega a hora do face to face, não tem pra onde correr.
E assim começam as relações.
Aqui é assim.
Essa coisa de um amigo apresentar a outro, pra eles, demora muito.
Complexo demais.
Eu fico pensando, isso é real?
Pode dar certo?
É saudável?
Não há dúvidas de que a paquera a moda antiga é deliciosa, mas a realidade é que aqui nos EUA esse tipo de paquera é o que acontece.
Sei não, viu?
Vale tentar...
Fico por aqui.
Beijos internéticos em todos
Syl

Dica de filme: MENSAGEM PARA VOCÊ.

domingo, 28 de agosto de 2011

Eu, a mosca e Irene!!!


A novela chamada Irene, começou a tomar "corpo" quando Obama veio, em rede nacional, pedir a todos que não saissem de casa durante 3 dias.
E pra meu desespero, minha mãe assistiu isso no Brasil.
Ou seja, pedido de minha mãe é pior do que do presidente dos EUA.
Pois vem acompanhado de drama, voz chorosa e mil informações que nem adianta contradizer.
Não sou americana, mas como sei que aqui o que se diz na TV é ordem, decidi seguir os rituais pré-catástrofe dos Nova Yorkinos.
Era uma sexta-feira e, para minha surpresa, o dia estava belíssimo.
Pessoas passeando tranquilamente.
Muita gente na rua.
Jovens indo pra academia.
Fui ao supermercado e a primeira coisa que me chamou atenção foi que as sessões de salgadinhos, refrigerantes e cervejas estavam vazia.
Depois, fiquei surpresa com o sorriso estampado no rosto do dono do supermercado.
Se Irene fosse personificada, ele estaria beijando seus pés.
Comprei frutas, suquinhos de maçã, pão e ao me dirigir ao balcão de pagamento, não me contive e peguei uma barra de chocolate.
Providenciei lanterna, arrumei minha bolsa com passaporte, dinheiro, toalha e maquiagem para necessidade de sair correndo.
Tranquei as portas e ....
Ufa! Enfim, segura e preparada para IRENILDA!
Foi quando constatei não estar sozinha em casa.
Uma descarada de uma mosca, no milésimo de segundo final, conseguiu adentrar o apartamento sem que eu percebesse.
Me dei mal.
Teria uma mosca como companheira durante as inesquecíveis 72 horas que estavam por vir.
Irene não representou um terço do terror que essa desgraçada dessa mosca representou pra mim.
Eu dormia, ela vinha me azucrinar.
Pra comer, tinha que ficar me abanando para ela nem chegar perto.
E, bastava eu me concentrar no computador, para ela pousar perto.
Gente, Irene eu nem vi.
Mas a mosca foi o hurricane da minha vida nestes 3 dias.
Beijos, ainda em prisão domiciliar.
Syl


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Oi gente!


Vocês sabem que quando me disponho a escrever a respeito das minhas descobertas, o que desejo é que meus amados leitores sintam-se instigados a compartilhar essas experiências comigo, claro.
Seja através de dicas, peripécias que apronto ou observações sobre o comportamento dessa "festa estranha com gente esquisita" que acontece aqui a cada quarto de hora.
Nova York em minha vida foi, e tem sido, uma surra constante.
Não, please.
Não se assustem.
Nada do que reclamar.
Mas, sim.
Venho apanhando diariamente ao tentar buscar meu equilíbrio.
Nada de masoquismo.
Detesto sofrer.
Mesmo porque, quando sofro, tomo remédios e disso, não gosto.
Mas hei de aceitar que 99% das vezes é na dor que crescemos.
Sim, essa era a idéia que tomava conta da minha mente até então.
Nunca me queixei de nada.
Absolutamente nada.
Juro.
Sou feliz dentro das minhas possibilidades e limitações.
Não esqueçam essa palavra: LIMITAÇÃO.
Porque, sou limitada, como todo ser humano.
Mas sou plenamente feliz naquilo que penso e faço.
"Mas o que mesmo ela faz?" - vocês devem se perguntar
E eu respondo:
Eu penso. E muito. A todo instante, todo momento. Todo segundo.
Esse é meu Karma:
NUNCA PARAR DE PENSAR.
E foi pensando nisso que decidi escrever um breve desabafo para todas as pessoas que estão e estiveram comigo nesse caminho.
Vocês não são apenas importantes.
Vocês são FUNDAMENTAIS na minha vida.
Façam-se presentes sempre que puderem.
Obrigada por tudo.
Shalom
Muitos beijos
Syl

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vocês precisam conhecer ELOISE at THE PLAZA!!!


Ela chama-se Eloise.
Tem 6 anos.
Vive acompanhada do seu cachorro, Weenie e da sua tartaruga, Skipperdee.
A cor preferida de Eloise é rosa.
Rosa, rosa, rosa.
Os pais de Eloise viajam bastante e por isso ela conhece muitos lugares.
Sua Nanni é sua eterna companheira e a quem ela dedica grande parte do seu amor.
Mas a coitada da Nanni passa maus bocados com as trapalhadas da danadinha.
Atualmente Eloise mora num luxuoso hotel em Nova York.
O belíssimo The Plaza Hotel.
Mas, como ela detesta ficar parada, arruma confusão por todos lugares.
Ela gosta de aprontar.
Inventar.
Costuma deixar os concierges de cabelos em pé.
Na hora do lunch, ela sempre aposta corrida com Weenie pelos salões do hotel.
Não tem quem consiga segurar essa garota.
Eloise adora dançar.
Vive bailando pelas escadarias do hotel e muitas vezes cai e se machuca.
Eloise é faceira.
Esperta e adora festas.
Adora inventar roupas usando guardanapos.
Nas recepções de casamento que acontecem no hotel, ela sempre dá um jeito de aparecer sem ser convidada.
E muitas vezes termina na pista de dança como centro das atenções.
Vocês acreditam que, certa vez ela pegou o bouquet quando a noiva jogou?
Eloise é danada.
Uma loirinha linda e sapeca.
Quem vier a NY, faça o favor de vir tomar um drink no lindíssimo Hotel Plaza.
Quem sabe você não dá a sorte de encontrar Eloise e sua turma pelos corredores?
Vai ser uma aventura.
Posso garantir.
Fico por aqui e um beijinho na ponta do nariz
Syl


sábado, 13 de agosto de 2011

Não tive como fugir de mim...



Essa semana foi a semana olho no olho.
Recebi a visita de uma pessoa importantíssima na minha vida.
Uma pessoa que me conhece tão bem que até fiquei com medo de encontrá-la.
O medo não era dela, mas do que ela veria de novo em mim.
Porque, gente, até então, eu estou achando que estou aqui para aprender inglês e dar um "up" no meu CV.
Não tinha parado pra pensar que nestes 6 meses eu mudei como pessoa.
E, esperta como é essa minha amiga, no primeiro piscar de olhos ela captaria isso.
Bom, ela chegou num horário cruel.
Madrugada.
Momento em que eu estava mais EU do que nunca.
Foi o máximo quando a recebi.
Linda como sempre.
Brilho nos olhos.
Louca pra colocar a conversa em dia.
Porque ela é assim, direta.
Não disfarça nada, ela fala.
"Amiga você mudou."
Mudei, sim.
Muito.
E foi isso.
Mudei eu.
Ela também.
Crescemos nestes meses que passaram.
Amadurecemos.
E os dias que passamos aqui foram ótimos.
Ela cheia de lugares pra ir.
E eu acompanhando na medida do possível.
Como em todas nossas viagens, cansamos a boca de tanto falar.
E ficamos exaustas de tanto andar.
Ela continua faceira.
Eu continuo palhaça.
Mas ela tá diferente
E eu também.
Eu vi isso nos olhos dela.
E ela viu isso nos meus também.
Querida amiga, que Deus nos proteja sempre.
Que a nossa amizade seja sempre abençoada.
Porque como costumo dizer:
Para ser amigo é preciso disponibilizar um ombro.
Torcer por gargalhadas.
Mandar pra longe os julgamentos.
E, as poucas e verdadeiras amigas que tenho, foram representadas por sua visita.
Mil beijos e viva todas as fortes e sinceras amizades.
Syl