quinta-feira, 29 de maio de 2014
O peso da minha mala
Não tenho certeza de quase nada nessa vida.
Aliás, quanto mais o tempo passa e eu passo com o tempo, me convenço de que uma vida é pouco pra entender, conhecer e viver o que se deseja.
Mas, uma coisa é fato, viajar me transforma.
Viajar me engrandece.
Viajar me faz entender que a metade do que eu pensava saber, não estava tão certo, nem tão errado.
Viajar me coloca `a disposição...
`A disposição de tudo.
De tudo que vier pela frente.
Porque sou daquelas que não compra tickets para passeios ou shows antes de chegar no lugar.
Compro apenas passagem e estadia, no mais, é o que vier pela frente.
E a coisa mais engraçada que acho de todo esse processo é a maneira como arrumo minha mala.
Nela vai tudo que está acabando e precisando ir embora.
O restinho de shampoo, pasta de dente, cremes, perfumes.
Roupas que já estão precisando ser doadas, vão na mala.
Vai o casaco poído.
Vão as meias mais antigas.
As calças surradas e camisetas gastas.
Porque não vou pra me mostrar, vou pra me transformar.
Algumas coisas deixo pelo caminho.
Enquanto outras coisas chegam pra ocupar o lugar
E amo isso.... muito
Com carinho
Syl
*Dica de filme para este texto "Pão e Tulipas"
quarta-feira, 19 de março de 2014
Por que eles reaparecem?
Existe.
Revê-lo nas vésperas de um feriado, quando suas unhas imploram por uma manicure, seus cabelos por uma escova e sua pele por um sol.
Assim Júlia reencontrou Luiz Henrique.
Mas com data marcada para o casamento, Luiz se apaixonou por outra.
E justamente, no dia em que o chefe fizera Júlia desmarcar seu salão, aconteceu o reencontro.
Imaginava tudo de outra forma.
O cenário, a companhia, o figurino e os ponteiros da balança acusando 5 quilos a menos.
Luiz foi encontrá-la plantada igual a "um dois de paus" numa estação do metrô.
—Júlia? — disse ao passar por ela.
—Luiz Henrique?
—Indo trabalhar? - questionou o ex.
—Sim - respondeu ainda muito desconcertada.
Ele, mais charmoso do que nunca.
—Casou?
—Casei — mentiu, Júlia.
—Separei — disse a verdade Luiz.
—Ah, foi? —mexia loucamente no cabelo.
—Você está bem?
—Ótima.
E quanto mais ela disfarçava, mais inquieta parecia estar.
—Preciso ir - disse Luiz olhando para o relógio - Bom te rever.
—Bom te rever também — respondeu ela com um largo sorriso no rosto.
—Bom te rever também — respondeu ela com um largo sorriso no rosto.
Ele então, se aproximou.
Olhou fixamente pra boca da ex-namorada.
Júlia perdeu o ar.
Ele foi chegando, chegando.
Júlia perdeu o ar.
Ele foi chegando, chegando.
O calor interno no corpo de Júlia aumentando vertiginosamente.
E quando estava certa de que o reencontro seria finalizado com um beijo gostoso de cinema, eis que Luiz diz:
—Seus dentes.
—Sim?
—Tem um coentro grudado, bem no meio.
—Seus dentes.
—Sim?
—Tem um coentro grudado, bem no meio.
E foi ali, naquele momento, que Júlia lançou a pergunta que nunca vai se calar:
Ex-namorados, por que reaparecem?
Ex-namorados, por que reaparecem?
Dica de filme: "O CASAMENTO DE MURIEL"
Até
Sylvia
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Gosto de gente!
Gosto do que é humano.
Do que é normal.
Não gosto da pessoa formada, moldada.
Feita `a própria semelhança daquilo que só interessa aos olhos do bolso.
Disso não gosto.
Gosto do deslize.
Do que é improvisado.
Fora do contexto.
Não me interesso por nada que segue roteiro.
Nada que é previsível.
Constante.
Interessante, pra mim, é quem quebra regras.
Consciente ou inconscientemente.
Quem ama a vida, mas não fica na zona de conforto.
Rompe barreiras.
Inova contatos.
Improvisa.
Bom é parar para conversar com garçons.
Faxineiras.
Motoristas e porteiros.
Gente que é gente.
Que observa a vida.
Bate no ombro.
Que dá "aquele" abraço num aperto camarada.
Porque quem pensa que tem mais educação, come de boca aberta pela pressa em não dividir.
Mas, quase sempre queima a língua.
E quebra mais copos.
Gente que é gente, tem delicadeza.
Respeito.
Tem humildade.
Recolhe-se
Fala manso.
Gente que é gente, aceita.
Não julga.
Ajuda.
Ri muito.
Está pronto pra ouvir.
Mais do que isso, escutar.
Oferecer um café.
Gente que recebe gente, não cobra.
Não se importa, se sobra.
E se sobra, repassa.
Compartilha.
Entende.
Não culpa.
Acolhe.
Dá beijos.
Defintivamente, eu gosto de gente.
Beijos
Syl
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Sandy, o furacão!
Porque esses fenômenos desastrosos da natureza levam sempre nome de mulher?
Porque?
Alguém me explica?
O furacão da vez, chama-se Sandy.
Mas já tivemos: Alicia, Anita, Audrey, Betsy, Carla, Carmen, Celia, Cleo, Diana, Donna, Elena, Gloria, Irene, Katrina.
Total absurdo.
Preconceito.
Raríssimos foram os que levaram nomes masculinos.
O que será que os meteorologistas querem dizer com isso?
Que aparecemos sem avisar, derrubamos tudo, deixamos os lugares de pernas pro ar e não damos dicas de quando vamos voltar?
Será?
Vem cá, isso não tá mais parecido com comportamento dos homens, não?
Eles, sim, são os bagunceiros e os destruidores em potencial.
Sugiro aos programas de TV que promovam um concurso para nomear o próximo hurricane da seguinte forma:
As mulheres narram o que os danados dos namorados aprontaram e a história mais inacreditável dá o direito de batismo do próximo hurricane com o nome do indivíduo.
MICHAEL, JOHN, JACK, BOBBY, OSCAR, PAUL.
Se o concurso abrangir o Brasil, vale apelidos:
CABEÇA, PALITO, ZÓIO, MÃO DE VACA, COISA FEIA...
Caso o concurso atinja os países da Central, teriamos hurricanes:
JUAN PABLO, LUIS MIGUEL, ANTONIO ADOLFO, AUGUSTO FREDERICO.
E por fim, para não deixarmos de fora a comunidade transexual, também teríamos:
MICHELLE MELISSA, STEFANNY SUELLEN, JENIFFER CAMILLE, OU JANETH CRISTINA.
Porque vamos combinar esses desastrosos da natureza só com nome de mulher, já ficou sem graça, né?
Protesto.
Mil beijos
Syl
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A criança da minha família!
Orgulho de família é neto quando passa no vestibular.
Filhas quando constróem uma bela carreira.
Quando criam seus pimpolhos.
Mas na casa da família Orenstein, o orgulho é Dona Sara.
86 anos.
5 netos e 5 bisnetos.
Sua vida daria um livro.
Veio da Polônia, ainda pequena, pouco antes da grande guerra.
Judia.
Teve uma carreira profissional muito bonita.
Honesta.
Batalhadora.
Porém, muito teimosa.
Sagitariana.
Foi Miss Bahia da terceira idade.
Faz pilates e musculação.
Lê dezenas de livros por mês.
Está sempre fazendo palavras cruzadas ou Sudoku.
Memória invejável.
Fica nervosa quando não lembra o nome de algum ator famoso.
Dona de um par de olhos azuis brilhantes.
É louca por doces.
Doces infantis:
Jujuba, paçoca, balinhas, bombons.
Esconde nas gavetas pra sua filha não tomar dela.
Senão passa a tarde mastigando sem parar.
Uma criança.
Agora veio com uma novidade:
Está fazendo curso de computação.
Queixa-se que as aulas são lentas.
Quer logo saber entrar na internet.
Hoje sentou ao lado da filha e com um caderninho e caneta começou as perguntas:
-Se eu quiser encontrar as músicas de Chico Buarque, digito Chico ou Francisco?
Detesta o nome mouse porque tem medo de rato.
Olha, gente, Dona Sara é uma figura.
Dona Sara é minha avó.
Beijos em todos
Syl
DICA de filme: A GRANDE FAMÍLIA.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
10,9,8...Quais são seus objetivos?
Acostumados estamos a contar regressivamenteos minutos que faltam pra um ano novo chegar.
Todo reveillon é assim.
Bastam os últimos 10 segundos do ano que está indo embora e, todos se reúnem, onde quer quer estejam agarrados as suas garrafas de espumante, coca-cola e afins.
Pés direitos suspensos.
Uvas prestes a serem devoradas.
Ondas do mar indo e vindo.
E assim, fazemos nossas promessas, estabelecemos metas e fazemos juras de amores eternos.
Mas e depois?
Como fica a auditoria emocional no cumprimento de tudo isso?
Você se cobra?
Se exige?
Se lembra do que pediu, agradeceu ou prometeu?
No meu atual trabalho, a equipe decidiu desenvolver uma contagem regressiva para entrega do empreendimento.
Estamos construindo a VILA DOS ATLETAS, que num primeiro momento irá hospedar os atletas olímpicos e paralímpicos de 2016.
E eu peguei a responsabilidade pra mim: me dispus a, diariamente, informar os dias que faltam para a chegada desse grande evento.
E foi, a partir daí que decidi fazer contagens regressivas:
3 meses para emagrecer.
1 semana para me desfazer de algumas coisitas.
2 dias para organizar planilha de gastos.
No riscar das datas, todo dia nos mostra sua importância.
Cada dia é único com o fim em si mesmo.
Como numa coreografia.
Mesmo que a hora seja agora.
O cumprimento diário dos deveres garante que a gente visualize mais facilmente um breve futuro.
Mais nítido, claro e possível.
Nossos hábitos são revistos.
Nossos vícios, questionados.
Estou gostando da experiência.
E você, que tal tentar?
Colocar na agenda a próxima ida ao dentista?
As próximas férias que não podem, nem devem ser adiadas?
Onde o mais importante disso tudo é a lição de realizar aquilo a que nos propomos.
Vou contar até 3...
3,2 1 e JÁ!
Beijinhos carinhosos para todos
Syl
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Muito dinheiro no bolso. Saúde pra dar e vender. Nós merecemos?
Se tem uma coisa que me intrigou bastante nos EUA foi a forma como o americano lida com dinheiro.
Muito, muito diferente da relação que nós, brasileiros, temos com o "Faz-me rir."
Primeiro que um dólar tem muito valor.
Moedas são mais do que bem vindas.
E qualquer troco, seja o valor que for, é entregue corretamente.
Nada de chicletes e balas para "interar" o dinheirinho que nos volta por direito
Mas o mais intrigante é que numa das matérias que estudei, chamada American Way, aprendi que, tornar-se rico, é motivo de orgulho.
Tornar-se rico é possuir uma vida material saudável.
Conforto.
Bens.
Ser rico não gera desconforto porque significa árdua dedicação ao trabalho.
Sim, sim.
Também acredito que existam malandros que desviam verba, alimentam caixa 2 e sonegam impostos na terra do Tio Sam.
Mas a lei pune.
E pune mesmo, pois a economia americana gira em torno do comércio.
E boicotar o ESTADO, quebra a máquina.
Prejudica todos.
Essa consciência impera.
Desta forma, ter dinheiro e ser rico merece aplausos.
Orgulho.
Coisa que no Brasil ainda não nos acostumamos.
É cultural, certamente.
Talvez por isso, na América tantos milionários candidatem-se a cargos políticos.
Vide Mitt Romney
Mas porque será?
Porque subentende-se que, pra construir patrimônio, o candidato dedicou muito tempo da sua vida ao LAVORO.
Entendam, não quero levantar nenhum tipo de bandeira contra ou a favor dos americanos.
Apenas comentar que é normal perguntar quanto a pessoa ganha.
Porém, perguntar a idade, mesmo quando se é jovem, é vergonhoso.
Interessante, não?
Fico por aqui.
Muitos beijos em dólar, euro e real,
Syl
domingo, 2 de setembro de 2012
Meu doce deleite!!!!
Oportunidade é um cavalo que passa galopando.
Se você não monta, alguém vem e toma as rédeas no seu lugar.
Oportunidade, passa.
Uma sensação equivocada quando ouvia essa comparação.
Sensação de urgência.
Rápido, rápido, rápido, doutor coelho de ALICE.
Vai perder tempo?
Parei, pensei.
E foi num desses insights que cheguei a conclusão:
Minha interpretação era equivocada.
O buraco era muito mais embaixo.
Difícil não é segurar a oportunidade.
É estar preparada pra quando ela chegar.
Entra aí outro ditado:
Não coloque a carroça na frente dos bois.
Porque fatalmente você vai se expor e perder a chance.
E voltar ao Rio, pra mim, foi isso.
Uma segunda chance.
De Ny, direto para o meu emprego dos sonhos
Nem que para isso, a acomodação não estivesse de acordo com as minhas necessidades.
Abrindo mão de algum conforto.
Refazendo uma rotina de vida.
Fui entendendo que somos seres adaptáveis.
As tais girafas darwinianas
Meus dias, não são rascunhos como foram durante muito tempo.
Apesar de muitos improvisos, eles são absurdamente reais.
Eles pesam na contagem das horas.
Porque essas horas vem com o peso em ouro de novas experiências.
Neste momento, valem as tentativas.
Vale perguntar.
Errar e consertar.
Mas o momento é agora.
O equilíbrio está no pensar.
Escrever.
Presumir.
Arriscar.
Faz parte da lei no trabalho.
Também na vida, quero três orçamentos.
Para tudo.
Menos para as horas de descanso.
Neste caso, não tenho como negociar.
Serão sempre 8.
Preciso.
Um dia de cada vez, também será imprescindível.
Atentem para isso: Um dia de cada vez.
Mas um dia DE VERDADE, de cada vez.
E então, topa entrar nessa nova empreitada comigo?
Um trabalho novo.
Novas expectativas.
Um mundo novo se apresentando.
Vem comigo, vem.
A pé, de BRT ou de trem.
Mas vem.
Vamos?
Beijos
Syl
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Uma chata de galocha? Nãnãninãnão
Andei com uma certa dor de dente.
Visão turva.
De vez em sempre, “taquecardia”.Visão turva.
Tinha dias que para acordar era um suplício.
Banho gelado não adiantava, nem aqui, nem no sertão.
Nasceu uma espinha no meio do meu “focinho”.
Estranha.
Tive dores de estômago.
Secura nos olhos.
Na boca.
Dor no cóccix.
Perdi o humor.
Duas unhas encravaram.
Uma caiu.
O cabelo também.
Um horror.
O sono sumindo aos poucos.
Mas a fome?
Essa daí, sem vergonha, só aumentou.
Algumas roupas se foram.
E junto com elas, minha paciência.
Bastava chamarem:
-Sylvinha?
E lá vinha eu:
-O que ééééééé?
Estava INSUPORTÁVEL.
Até que fiquei de saco cheio de mim.
E entendi que precisava buscar a cura para toda essa desordem.
A solução:
Escrever.
Oi gente, vamos voltar a conversar?
Estava andando por aí, arrumando uns trapinhos.
Agora, eis-me aqui de novo.
Seguem me seguindo?
Sigo junto com vocês.
Mas isso, Aqui entre nós, combinado?
Beijos
Syl
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Onde foram parar nossas mortalhas?
Juntávamos a turma e começávamos a planejar onde seria o QG do carnaval.
Precisava ser na casa de alguém que morasse perto da Barra, um bairro tradicional e margeado pelo mar de Salvador.
Depois do local escolhido e permitido por pais e mães, que geralmente viajavam pra Itaparica, faziamos nossas malinhas e durante 5 dias viviamos um mundo de magia.
Então começávamos a ouvir muito todas as rádios para aprendermos direitinho as músicas que iriamos cantar em coro enlouquecidamente quando o trio passasse.
E tinha mais..... as coreografias.
Vocês acham que a gente não se reunia antes e criávamos passinhos para remexermo-nos freneticamente na hora dos refrões?
"Assim já é demais, eu não posso ficar sem a nega. Ela me bate, me xinga, me ama. faz trama na cama e me deixa suado."
Tudo marcadinho.
Passo por passo.
Lindo, lindo.
Na casa da amiga, tudo tinha que estar organizado.
Cada uma levava um prato de comida preparado em casa para ajudar nos mantimentos do QG.
Afinal, éramos geralmente mais de cinco e voltávamos da farra famintas.
O percurso que faziamos era enorme.
Do Farol até Ondina.
Tênis surrado.
Short da DIMPUS até a cintura.
Pochete de Bali.
Camisetinha colorida.
E uma bandana que fazíamos de cinto, colar, top.
Pelas ruas, a multidaão seguia atrás dos trios independentes.
E a gente, juntas, na PIPOCA.
Numa felicidade absurdamente intensa.
Acenávamos para as pessoas nas janelas.
Para os amigos dos nossos pais que sempre estavam nos restaurantes ou hotéis com copos de whisky na mão.
Cerveja pra gente era o bastante.
Os meninos, quando se interessavam, vinham com um pedacinho de pano e spray gelado pra gente cheirar.
A intenção era que, depois do presentinho déssemos um beijo como recompensa.
"Lança menina, lança todo esse perfume..."
Sob olhares e proteção das amigas, aceitávamos e muitas vezes, fugiamos rindo.
Viamos toda orla da Barra e seu mar azul maravilhoso.
Ao chegarmos no final do circuito, voltávamos descabeladas, suadas que nem cuzcuz, mas gargalhando por causa dos paqueras que tinhamos conhecido.
Dos futuros possíveis namorados
Papo pra conversar a noite toda quando chegávamos, ainda elétricas, em casa.
Comiamos a lasanha que a mãe de Dany tinha feito e dormiamos sonhando com o domingo que sairiamos com a mortalha no EVA.
Era só tocar a música hino pra pularmos abraçadas e com os olhos cheios de água de tanta felicidade.
"Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar....."
E o único camarote que a gente queria, era o das redes de televisão que filmavam nossa alegria.
E era assim, amizade incluida, mãos dadas pra atravessar cordeiros, dinheiro embolado no bolso, mortalha com cheiro de tinta, flores no cabelo.
Sim era tudo isso.
Isso era All Inclusive.
Saudades
Beijos
Syl
Em homenagem a : Ady Barretto, Loly, Teca Gonzaga, Dany Daltro, Mila Regis, Ju Pinto, Carolina Brasil, Mari e Faby Mattedi, Paula Dumet, Carol Boni, Dani Choucate, Kiliana e Gaby.
Precisava ser na casa de alguém que morasse perto da Barra, um bairro tradicional e margeado pelo mar de Salvador.
Depois do local escolhido e permitido por pais e mães, que geralmente viajavam pra Itaparica, faziamos nossas malinhas e durante 5 dias viviamos um mundo de magia.
Então começávamos a ouvir muito todas as rádios para aprendermos direitinho as músicas que iriamos cantar em coro enlouquecidamente quando o trio passasse.
E tinha mais..... as coreografias.
Vocês acham que a gente não se reunia antes e criávamos passinhos para remexermo-nos freneticamente na hora dos refrões?
"Assim já é demais, eu não posso ficar sem a nega. Ela me bate, me xinga, me ama. faz trama na cama e me deixa suado."
Tudo marcadinho.
Passo por passo.
Lindo, lindo.
Na casa da amiga, tudo tinha que estar organizado.
Cada uma levava um prato de comida preparado em casa para ajudar nos mantimentos do QG.
Afinal, éramos geralmente mais de cinco e voltávamos da farra famintas.
O percurso que faziamos era enorme.
Do Farol até Ondina.
Tênis surrado.
Short da DIMPUS até a cintura.
Pochete de Bali.
Camisetinha colorida.
E uma bandana que fazíamos de cinto, colar, top.
Pelas ruas, a multidaão seguia atrás dos trios independentes.
E a gente, juntas, na PIPOCA.
Numa felicidade absurdamente intensa.
Acenávamos para as pessoas nas janelas.
Para os amigos dos nossos pais que sempre estavam nos restaurantes ou hotéis com copos de whisky na mão.
Cerveja pra gente era o bastante.
Os meninos, quando se interessavam, vinham com um pedacinho de pano e spray gelado pra gente cheirar.
A intenção era que, depois do presentinho déssemos um beijo como recompensa.
"Lança menina, lança todo esse perfume..."
Sob olhares e proteção das amigas, aceitávamos e muitas vezes, fugiamos rindo.
Viamos toda orla da Barra e seu mar azul maravilhoso.
Ao chegarmos no final do circuito, voltávamos descabeladas, suadas que nem cuzcuz, mas gargalhando por causa dos paqueras que tinhamos conhecido.
Dos futuros possíveis namorados
Papo pra conversar a noite toda quando chegávamos, ainda elétricas, em casa.
Comiamos a lasanha que a mãe de Dany tinha feito e dormiamos sonhando com o domingo que sairiamos com a mortalha no EVA.
Era só tocar a música hino pra pularmos abraçadas e com os olhos cheios de água de tanta felicidade.
"Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave, além do infinito eu vou voar....."
E o único camarote que a gente queria, era o das redes de televisão que filmavam nossa alegria.
E era assim, amizade incluida, mãos dadas pra atravessar cordeiros, dinheiro embolado no bolso, mortalha com cheiro de tinta, flores no cabelo.
Sim era tudo isso.
Isso era All Inclusive.
Saudades
Beijos
Syl
Em homenagem a : Ady Barretto, Loly, Teca Gonzaga, Dany Daltro, Mila Regis, Ju Pinto, Carolina Brasil, Mari e Faby Mattedi, Paula Dumet, Carol Boni, Dani Choucate, Kiliana e Gaby.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Existe amizade entre homem e mulher?
Existe?
Será?
Olha bem, nem eu sei.
Não estou querendo fazer bagunça, nem defendendo, sei lá o quê.
Mas eu tenho um grande amigo.
Até agora, tenho um amigo que sabe muito, muito de mim.
Muito.
Arrisco dizer que, sabe mais do que grande parte das minhas amigas sabem...
Vixe...
Tchan rannnnnnnn
Orelhinhas em pé....
Dessa forma, ele é um grande amigo.
Nunca tocou em mim.
Me conhece há anos.
Não sei se é fiel.
Mas a mim, é leal.
O que me deixa tranquila, pois considero lealdade mais importante que fidelidade.
Pensem na diferença.
Sutil, mas existe.
Prometi pra ele um presente.
E meu melhor presente são minhas palavras.
Por isso, dedico a ele esse texto.
Onde quer que ele esteja, esta é minha declaração.
Uma declaração de amor.
Ele me conheceu moleca.
Hoje, uma mulher.
Conversamos sobre tudo.
TUDO.
E sobre esse tudo, ele tem em mim, a cumplicidade.
Xuxu, estou aqui.
Pro que der e vier.
Em português e inglês.
Te adoro.
Beijinhos
Syl
Será?
Olha bem, nem eu sei.
Não estou querendo fazer bagunça, nem defendendo, sei lá o quê.
Mas eu tenho um grande amigo.
Até agora, tenho um amigo que sabe muito, muito de mim.
Muito.
Arrisco dizer que, sabe mais do que grande parte das minhas amigas sabem...
Vixe...
Tchan rannnnnnnn
Orelhinhas em pé....
Dessa forma, ele é um grande amigo.
Nunca tocou em mim.
Me conhece há anos.
Não sei se é fiel.
Mas a mim, é leal.
O que me deixa tranquila, pois considero lealdade mais importante que fidelidade.
Pensem na diferença.
Sutil, mas existe.
Prometi pra ele um presente.
E meu melhor presente são minhas palavras.
Por isso, dedico a ele esse texto.
Onde quer que ele esteja, esta é minha declaração.
Uma declaração de amor.
Ele me conheceu moleca.
Hoje, uma mulher.
Conversamos sobre tudo.
TUDO.
E sobre esse tudo, ele tem em mim, a cumplicidade.
Xuxu, estou aqui.
Pro que der e vier.
Em português e inglês.
Te adoro.
Beijinhos
Syl
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Pensando bem...
Cansei.
Cansei de quem fui há dois minutos.
Cansei da imagem que fazem de mim.
Simplesmente, cansei.
Cansei do que pensam, que acham e que imaginam que eu sou.
Tudo hipotético.
Não trabalho mais com hipóteses.
Agora lido com pá-pum.
Pá-pum?
É tipo: aqui, agora, neste momento e pronto.
Decidi que vou falar pouco.
Ficar quase muda.
Atenta.
Ouvir muito.
De preferência, músicas.
Cansei de disse me disse, de nhém, nhém, nhém...
Não quero agradar mais ninguém...
Quero assumir que sou assim:
Eu.
Simplesmente eu.
Quem quiser, venha.
Quem não quiser...
Cansei de tentar agradar.
Ai como isso é ruim.
Agradar pra ser recebida.
O ó.
De tantas coisas, cansei.
E dessa forma, venho descansando.
Assim é bom.
Tô gostando.
Porque como dizem, não dá pra ser perfeito.
Aliás, como ser perfeito se A MENTE DA GENTE ENGANA A GENTE?
Deixem que digam, que pensem, que falem.....
Deixa isso pra lá.
Bisú
Syl
Cansei de quem fui há dois minutos.
Cansei da imagem que fazem de mim.
Simplesmente, cansei.
Cansei do que pensam, que acham e que imaginam que eu sou.
Tudo hipotético.
Não trabalho mais com hipóteses.
Agora lido com pá-pum.
Pá-pum?
É tipo: aqui, agora, neste momento e pronto.
Decidi que vou falar pouco.
Ficar quase muda.
Atenta.
Ouvir muito.
De preferência, músicas.
Cansei de disse me disse, de nhém, nhém, nhém...
Não quero agradar mais ninguém...
Quero assumir que sou assim:
Eu.
Simplesmente eu.
Quem quiser, venha.
Quem não quiser...
Cansei de tentar agradar.
Ai como isso é ruim.
Agradar pra ser recebida.
O ó.
De tantas coisas, cansei.
E dessa forma, venho descansando.
Assim é bom.
Tô gostando.
Porque como dizem, não dá pra ser perfeito.
Aliás, como ser perfeito se A MENTE DA GENTE ENGANA A GENTE?
Deixem que digam, que pensem, que falem.....
Deixa isso pra lá.
Bisú
Syl
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Abrindo a guarda e contando tudo...
Oi, gente,
Vamos dar uma paradinha nas histórias dessa louca e deliciosa viagem pra contar a louca e verdadeira história dessa viagem?
Sim, isso mesmo.
Interpretação a cargo de vocês.
Agora vamos jogar no half and half.
Tudo começou em dezembro de 2009 quando uma prima sábia.
Ou melhor, uma prima sábia, companheira e linda percebeu a minha inquietude diante do rumo que minha vida estava tomando.
Que rumo era esse?
O rumo da mesmice.
Um rumo dolorido para uma típica sagitariana.
"Syca, disse ela, você não está feliz"
E não estava mesmo.
Recém diagnosticada com crise de ansiedade aguda e vendo minha saúde ir pelo ralo, admiti que somente eu poderia fazer algo por mim.
E eis que no dia do meu aniversário ela me presenteou com o famoso livro: COMER, REZAR E AMAR.
Bom, a primeira parte eu fiz.
Comi a história do livro com uma voracidade inacreditável.
E foi, ali, na última página que disse pra mim mesma:
Vou me dedicar um ano a ESTUDAR, REZAR E AMAR.
Trabalhei o ano de 2010 como uma mula só pensando em juntar grana pra tornar realidade essa empreitada.
Primeiro combinei com uma grande amiga para fazermos o início dessa viagem juntas, pois precisávamos demais uma da outra naquele momento.
E em setembro de 2010 criei o bloguito.
Uma maneiro de exercitar a escrita e comunicar a família o que estava acontecendo.
Mas a medida que eu me expressava, mais e mais gente ia se interessando pelos posts.
Eis que rapidamente mais de uma centena de pessoas passou a compartilhar comigo meus devaneios
Foi então que fiz um juramento:
Jamais escreveria histórias que levasse a uma reflexão triste da vida...
Pra isso basta ligarmos a TV.
Notícias tristes aos montes.
E, agora, cá estou eu, nos últimos dias de viagem, muito orgulhosa de ter cumprido o que combinei.Notícias tristes aos montes.
Portanto, gostaria de agradecer a cada um que parou um minutinho do seu dia para dividir comigo essa experiência.
Não foi NADA fácil, diga-se de passagem.
Mas eu vim porque quis, né não?
O blog provavelmente tomará um rumo diferente.
Não serão novos lugares, maluquices ou curiosidades.
Contarei sobre coisas do coração.
Pensamentos, talvez.
Experiências com pinceladas de aprendizado.
Espero que continuem comigo.
Porque depois de Estudar e Rezar ... tô chegando no Amar.
E que o verbo venha com força e se faça presente até onde o vento faz a curva.
Muitos e muitos beijos carinhosos
Syl ou Syca, pra quem quiser.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ao mestre com carinho!!!!
Vou confessar uma coisa pra vocês:
Já entrei em hospital aqui nos EUA, fiquei muda
Já entrei em sinagogas e até em igrejas, fiquei muda também.
Mas, se teve um lugar em que meu coração sucumbiu ao silêncio, foi na Berkeley College.
Universidade conceituadíssima no mundo inteiro.
Uma das principais responsáveis pela criação da bomba atômica, ao mesmo tempo em que foi palco de grandes movimentos pacifistas nos anos 60.
Pensem nesses números: 52 prêmios NOBEL ligados diretamente a Berkeley, sendo que 18 destes para professores.
A universidade que começou com 400 alunos hoje possui mais de 33 mil estudantes e 1900 professores no auxílio.
Cinco quilômetros de m2 distribuidos entre prédios, laboratórios e dormitórios.
Não é de enlouquecer qualquer um?
Cheguei lá com o coração disparando.
Uma atmosfera única.Cheguei lá com o coração disparando.
Singular.
Impar.
Até pra pedir um café baixei o tom de voz em respeito
Gente, a sensação é indescritível.
Imaginem um lugar rodeado de verde e salpicado de prédios seculares.
E nesse mesmo lugar, quebrando a bucólica cena da arquitetura antiga, jovens com suas bicicletas coloridas, se misturam a paisagem rumo ao futuro?!
Imaginaram?
Olhares curiosíssimos.
Energia de conhecimento.
Um templo sagrado.
Sentei nas escadas de um dos prédios e pensei: "Ai meus 20 anos."
Jovens vorazes por aprendizado.
E mais do que tudo, livres para ir e vir.
Berkeley foi um achado nessa minha curta estada na California.
Valeu o passeio e valeu a escolha.
Fascinante.
Agora, vou ler um livro, isso, sim.
Vou ficar pra trás? Eu não.
Não quero deixar de aprender nunca nessa vida maravilhosa que Deus me deu.
Beijinhos
Syl
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Quanto vale seu trabalho???!!!
Se tem uma coisa que me intrigou bastante nos EUA foi a forma como o americano lida com dinheiro.
Muito, muito diferente da relação que nós, brasileiros, temos com o "Faz-me rir."
Primeiro que um dólar tem muito valor.
Moeda são mais do que bem vindas.
E qualquer troco, seja o valor que for, é entregue corretamente.
Nada de chicletes e balas para "interar" o dinheirinho que nos volta por direito
Mas o mais intrigante é que numa das matérias que estudei, chamada American Way, aprendi que, tornar-se rico, é motivo de orgulho.
Tornar-se rico é possuir uma vida material saudável.
Conforto.
Bens.
Ser rico não gera desconforto porque significa árdua dedicação ao trabalho.
Sim, sim.
Também acredito que existam malandros que desviam verba, alimentam caixa 2 e sonegam impostos na terra do Tio Sam.
Mas a lei pune.
E pune mesmo, pois a economia americana gira em torno do comércio.
E boicotar o ESTADO, quebra a máquina.
Prejudica todos.
Essa consciência impera.
Desta forma, ter dinheiro e ser rico merece aplausos.
Orgulho.
Coisa que no Brasil ainda não nos acostumamos.
É cultural, certamente.
Talvez por isso, na América tantos milionários candidatem-se a cargos políticos.
Vide Mitt Romney
Mas porque será?
Porque subentende-se que, pra construir patrimônio, o candidato dedicou muito tempo da sua vida ao LAVORO.
Entendam, não quero levantar nenhum tipo de bandeira contra ou a favor dos americanos.
Apenas comentar que é normal perguntar quanto a pessoa ganha.
Porém, perguntar a idade, mesmo quando se é jovem, é vergonhoso.
Interessante, não?
Fico por aqui.
Muitos beijos em dólar, euro e real,
Syl
domingo, 23 de outubro de 2011
Perdidinha Orenstein Tourinho!!!
Sim, confesso, estou ausente por aqui.
O motivo?
Não sei.
Continuo amando escrever, mas deu um branco de inspiração.
Como o branco é a cor que reúne todas numa só, esta é a razão.
Muita coisa acontecendo e eu querendo buscar uma delas pra contar pra vocês.
Resultado: não está dando tempo de digerir tudo.
Cada dia uma sensação nova.
Ontem uma jovem e sua filha pequena passaram por mim e sorriram.
Tomei um susto, juro!
Estava desacostumada.
Até olhei pra trás pra ver se era comigo mesma e... era.
A mudança de Nova York pra Califórnia está me fazendo questionar sobre como fiquei associada a Big Apple.
E como mudar isso se, afinal de contas, agora a história é outra.
Nada de correria: estou fazendo Yoga.
Nada de barulho: Nunca ouvi um carro buzinar por aqui.
Nada de compras enloquecidas: o comércio da cidade se restringe a poucas e delicadas lojas de rua.
Nada de jantares exorbitantes: A cozinha dos restaurantes fecha as 10:30pm.
Nada de homens engravatados: A cada esquina tem um "galêgo" com uma prancha de surf embaixo do braço.
E agora. onde me encaixo?
Tô perdidinha.
Interiorizando o momento e buscando a paz neste lugar.
Significado de calmaria: Manhattan Beach
Significado de bons modos: Manhattan Beach
Significado de pessoas: Manhattan Beach.
Portanto, vou ser feliz um pouquinho aqui e já volto.
Ah! E se além de tudo isso, ainda quiserem ver flores lindas, definitivamente: Manhattan Beach.
Mil beijinhos e flores pra vocês.
Saudades,
Syl
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
A lição de uma criança chamada SYLVIA!!!
Não dá pra acreditar que passaram-se 365 dias desde minha chegada a NY.
Parece que foi ontem.
O que me intriga é que, relendo os posts antigos, não consigo entender como captei com tanta verdade tudo que aconteceu aqui.
Minha visão sobre a cidade e suas peculiaridades continua, absolutamente, a mesma.
Esse lugar é mágico.
Esse lugar é mágico.
Fascinante.
NY me fez sorrir muito.
Fui feliz o bastante para dizer que repetiria tudo novamente, se preciso fosse.
NY me fez sorrir muito.
Fui feliz o bastante para dizer que repetiria tudo novamente, se preciso fosse.
Porque vocês hão de convir comigo:
Morar fora é uma excelente forma de enxergar quem somos.
Na verdade, a minha grande dificuldade não foi aprender um novo idioma.
Isso, sem modéstia, não foi o maior dos desafios.
Dificuldade mesmo foi aprender a lidar com minhas emoções.
Sou brasileira, gente!
Brasileiro é MUITO emotivo.
Espaçoso.
Anda em turma.
Aqui isso não acontece.
Morar fora é uma excelente forma de enxergar quem somos.
Na verdade, a minha grande dificuldade não foi aprender um novo idioma.
Isso, sem modéstia, não foi o maior dos desafios.
Dificuldade mesmo foi aprender a lidar com minhas emoções.
Sou brasileira, gente!
Brasileiro é MUITO emotivo.
Espaçoso.
Anda em turma.
Aqui isso não acontece.
Então eu me pergunto: Meu Deus, como consegui lidar com a solidão?
Com me tornei introspectiva?
Como me convenci tantas vezes de que a vida é feita de "bola pra frente"?
Juro a vocês:
EU NÃO SEI.
Em muitos momentos, não levantei da cama.
Em muitos momentos, pensei que fosse enlouquecer.
Mas, em todos estes momentos, sempre soube que a opção de continuar era uma escolha minha.
Eu quis isso.
Foi uma viagem muito mais interna do que externa.
Eu me conheci nessa cidade.
Lidei com sentimentos que nem sabia existirem.
E tratei deles com muito cuidado e carinho.
Digo e ratifico:
Conhecer NY é lição fundamental na vida de qualquer pessoa.
Não encontrei o glamour.
Muito menos facilidades aqui.
Encontrei uma pessoa sedenta por crescimento.
Uma pessoa entalada de medos e questões.
Alguém que nem sabia ser tão forte e tão delicada ao mesmo tempo.
Tentei me proteger ao máximo dos fantasmas que me assustavam.
Hoje sou mais justa.
Mais humana.
Hoje tenho um pouco mais de receios.
Mais amor ao próximo.
Hoje olho para minhas limitações e as vejo como uma senhora de idade que precisa ser respeitada.
E, dedico tudo que escrevi a quem, por um minuto que tenha sido, entendeu o que eu quis passar.
Espero ter me feito clara nas considerações.
Obrigada pelos comentários, pelas dúvidas, pelas questões.
Por viajarem comigo.
Por viajarem comigo.
Desejo a vocês PAZ.
Muita paz.
Paz de espírito e sono tranquilo.
Porque é disso que precisamos.
No mais, valeu a pena...
Ah! isso valeu.
Ah! isso valeu.
Muitos beijos e avante,
Syl
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Onde há fumaça, há...churrasco.
Anna é uma amiga do Rio com a qual não mantinha contato há anos.
Pois não é que viemos nos reencontrar em NY?
Ela chegou da mesma forma que eu, louca para desvendar os mistérios da Big Apple.
E, no papel de uma boa cicerone, abracei Anna e tentei facilitar ao máximo sua estada aqui.
Resultado: ela veio morar comigo.
Estamos dividindo até a cama.
Tratei logo de apresentá-la algumas pessoas que conheci aqui e em contrapartida, ela me apresentou a brasileiros que moram em NY.
Incrível, mas nestes trezentos e tantos dias, nunca soube onde estava a galera do meu país que mora aqui.
E Anna, em menos de duas semanas me apresentou a uma dúzia deles.
E lá fomos nós, animadas, a um churrasco que estavam oferecendo.
Delicioso.
Me senti em plena Gávea, no Rio de Janeiro
Rolou pão de queijo, cervejinha, picanha...
Tudo isso misturado a sotaques e expressões que eu já não ouvia há tempos.
Eis que de repente, chegam convidados inesperados.
Os bombeiros.
Assustados com a fumaça vista da rua, os encapotados surgiram como duendes no meio da floresta.
Como não desconfiamos que isso iria acontecer?
NY, ora bolas.
Ao sinal de algo estranho, principalmente depois do 11/09, eles ficam ensandecidos.
Ainda mais se o "algo estranho" produz fumaça.
Não teve conversa.
Jeitinho brasileiro, só funciona no Brasil.
Fomos proibidos de continuar com nosso ritual canibalesco.
Perdemos a comida, mas não perdemos o samba.
Principalmente por saber que não estávamos fazendo mal algum.
Funcionou como uma lição pra mim que, muitas vezes aqui, me desculpei por esbarrar em árvores.
Esse é o perigo de NY, se a gente não se vigia, com o tempo começamos a sentir culpa pelo que nem fizemos.
No mais, a festa continuou e Anna teve mais um motivo para amar essa experiência.
A experiência de se descobrir em NY.
Um beijo com gostinho de carne na brasa.
E, Anna.... o mundo de felicidades pra vc nessa imensidão, amiga!
Syl
sábado, 1 de outubro de 2011
Para os roqueiros, funkeiros e a turma do axé!!!!!
Sem querer tomar partido dos roqueiros, pagodeiros, funkeiros, muito menos de todos que curtem axé.
Me respondam:
Aonde leva a discussão de quem fez melhor ou pior no rock in Rio 2011?
Trata-se de um festival de música, gente.
Cada qual no seu cada qual.
Se a Cláudia Leitte mostrou-se insatisfeita com a receptividade do público, deixem que ela se expresse, ora bolas.
Se muitos não aprovaram essa manisfestação e decidiram tornar o assunto mais agudo, deixem que se expressem também.
O que não é saudável, é criar um ambiente de desavença entre músicos e artistas dentro do próprio universo.
No nosso país, diferentes manifestações culturais é o que não nos falta.
Aqui nasceram e nascem grandes estrelas que brilham, com ou sem imprensa.
Existe espaço para todos.
Cada qual que se manifeste da sua maneira.
Defenda-se, Claudinha.
Ataque, nosso jornalista roqueiro.
Mas que isso se torne uma discussão saudável.
Porque, quem está de fora, não quer tomar partido.
Quer ouvir, dançar e curtir.
Música existe para ser sentida.
Este é o propósito.
E é isso que esperamos dos nossos artistas:
Que nos apresentem o melhor de si.
Como dizia Nelson Rodrigues:
A unanimidade é burra.
Parabéns para Claudinha.
Parabéns, Ivete.
Sua sensibilidade fez doer nossas mais desconhecidas emoções.
Parabéns a todos que se entregaram por inteiro, corpo e coração, ao Rock in Rio 2011.
O público gosta de quem gosta do que faz.
Baixemos as armas.
Deixemos um pouco de lado as assessorias de imprensa e façamos com que nossos ritmos se difundam.
Independente de preferências particulares.
Paz para qualquer manifestação cultural.
Viva nós....brasileiros.
No mais, sem julgamentos
Com carinho
Sylvia Orenstein Tourinho
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Me digam....
Ai, ai, ai....
E se eu quiser parar agora?
Dar um tempo...
E se eu quiser me dar umas férias?
E se eu disser que não tenho mais nada pra dizer?
Que cansei de olhar.
De observar.
Que tudo tá um saco?
Que aqui só vive quem sobrevive?
E se eu disser que estou exausta?
Que graças a vocês eu passei por tudo?
Que a cada amiga que me faltou fiquei mais forte.
Que por minha família lutei pra resistir firme.
Que amo incondicionalmente quem esteve ao meu lado.
E se eu disser que preconceito é uma palavra que não cabe no meu dicionário?
E que "tomar um porre" é uma questão de perspectiva?
Que família sempre quer o nosso bem.
Que é amor incondicional...
E que viver é a maior bênção que ∂æus nos deu...
Vou aproveitar quem amo até perder as forças.
Shalom
Beijinhos
Syl
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